Homem agride ex-companheira e é morto na Grande BH; irmão do agressor é principal suspeito

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A Delegacia de Homicídios de Vespasiano investiga o assassinato de Anderson Alex Conceição de Souza, de 28 anos, morto com um tiro no peito em Vespasiano, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. O crime ocorreu nesse sábado (24). O principal suspeito é o próprio irmão da vítima, identificado como Carlos, de 34 anos. Ele ainda não foi localizado pela polícia.

Anderson estaria agredindo a ex-esposa e teria, inclusive, dado um golpe de pá na testa da mulher, quando Carlos chegou ao local, viu as agressões e interferiu na situação. Anderson teria ido então buscar uma faca para atacar o irmão, que efetuou o disparo.

A ex-esposa de Anderson, Daniele Gonçalves Jesus, de 29 anos, tentou assumir o crime para não incriminar o ex-cunhado. Ela já tinha uma medida protetiva conta o ex-companheiro.“Nesse primeiro momento ela falou que havia sido agredida por uma pá e que teria efetuado o disparo contra o seu amado para se defender. Durante o atendimento da ocorrência fomos informados através de denúncia anônima que o possível autor desse homicídio seria o irmão da vítima, que, na tentativa de acabar com as agressões que seu irmão estava desferindo contra Daniele, teria sido agredido também, ido até sua residência e de posse de arma de fogo teria efetuado o disparo contra a vítima”, conta o cabo Nilton, do Gepar do 36º batalhão.

Anderson chegou a ser socorrido pelo Corpo de Bombeiros, que levou o homem ao Hospital Risoleta Neves, na região Norte de BH, mas ele já chegou ao local sem vida.

À reportagem, Daniele disse que estava em um bar bebendo com a ex-sogra, quando Anderson chegou brigando. Ela disse que o homem não a deixou ir embora e começou a agredi-la.

A mulher disse ainda que tentou assumir o crime para defender o cunhado, que é um “cara trabalhador”.

“Ele é um cara ‘pela ordem’, um cara que não é envolvido, que acorda cedo todo dia e vai trabalhar para sustentar a família dele. Ele não usa droga, não é de beber, tem a mulher dele, eles são uma família. Ele não é doido, não é surtado. Se for para a Justiça pegar um cara assim, trabalhador de família. Eu não tenho nada a perder, eu prefiro segurar esse BO.”

Por Renato Rios Neto/Itatiaia.

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