
Uma menina de 2 anos foi encontrada morta ao lado da mãe, na quinta-feira (27), em Brasilândia de Minas. A mulher de 36 anos foi socorrida porque havia ingerido vários medicamentos. Segundo a Polícia Civil, não foi encontrado qualquer elemento que comprove ou que indique que a criança tenha ingerido qualquer tipo de comprimido antes de morrer.
À Polícia Militar (PM), o marido da mulher e pai da criança disse que, ao chegar do trabalho, percebeu que a esposa e a filha não levantaram e precisou usar uma pedra para quebrar a janela de um quarto e entrar. No local, encontrou a criança morta e esposa desacordada.
A equipe médica foi chamada e levou a mulher para o Pronto de Atendimento. Ela está estável e passou por uma intervenção médica. De acordo com a Polícia Civil, ela seguia internada e inconsistente na manhã desta sexta-feira (28).
Remédios e morte da criança
Conforme a PM, haviam várias caixas de remédio jogadas pela cama, pelo chão e em uma estante do quarto em que as duas estavam. A mãe havia ingerido medicamentos.
A irmã da mulher contou aos militares que ela sofria de depressão, era uma boa mãe e a criança "era a vida dela" e não acredita que a mãe tenha tentado contra a vida da menina, que tem "necessidades especiais".
Os medicamentos e caixas localizados na residência foram apreendidos para análise dos peritos.
Investigação
Segundo o delegado da Polícia Civil, Douglas Magela, a criança foi submetida a um exame necroscópico. "Não foi evidenciada qualquer sinal de lesão corporal ou sinal que indicasse que ela tinha sido asfixiada. Muito pelo contrário, o exame mostra que tratava-se de uma criança muito bem nutrida, muito bem cuidada".
"Não foi encontrado também qualquer elemento que comprove ou que indique que a criança tenha ingerido qualquer tipo de comprimido antes de sua morte. Não havia no estômago dela qualquer resquício de comprimido", explicou.
Magela ainda relatou que foi colhido material para realização do exame toxicológico, pelo fato da criança utilizar medicamentos controlados. Nesse caso, o mesmo será apenas para definir "se havia excesso de remédio no sangue dela, mas nada que indique que tenha sido dado um medicamento a ela pouco antes da morte".
"Em casos como esse precisamos ter muita cautela, muito cuidado, antes de impor qualquer tipo de condenação às pessoas envolvidas no cenário. A Polícia Civil segue na investigação, aguardaremos o laudo toxicológico", completou.