
O governo de Minas Gerais autorizou a venda e o consumo de bebidas alcoólicas em bares e restaurantes no próximo domingo (2), quando ocorre o primeiro turno das eleições para deputados estadual e federal, governador, senador e presidente da República. A decisão foi divulgada nesta quarta-feira (28). O pedido foi feito pela Associação Brasileira de Bares e Restaurantes em Minas Gerais (Abrasel-MG).
O estado não editará, neste ano, nenhuma norma que proíba a venda de bebidas alcoólicas durante a realização das eleições. A decisão foi tomada de forma colegiada pelo governo de Minas e pelas forças de segurança do estado e está alinhada com o Gabinete Institucional de Segurança (GIS) do Tribunal Regional Eleitoral de Minas Gerais (TRE-MG).
Pedido da Abrasel-MG
A Associação Brasileira de Bares e Restaurantes em Minas Gerais (Abrasel-MG) solicitou ao governador Romeu Zema que não haja decretação da 'Lei Seca' eleitoral em Minas. O pedido foi reforçado pelo próprio presidente da Abrasel-MG, Matheus Daniel, na última segunda-feira (19), durante encontro do dirigente com o governador de Minas.
“O faturamento dos bares e restaurantes aos domingos é cerca de 70% maior do que as receitas registradas nos dias de semana. Logo, dois domingos do mês sem poder vender bebidas alcoólicas, trará grandes impactos na situação financeira dos estabelecimentos, principalmente neste momento onde a lucratividade tem sido comprometida pela inflação”, informou Matheus Daniel, na última sexta-feira (19), por meio de nota.
Na manhã desta terça, associação informou ''continua aguardando resposta do TRE-MG sobre o assunto''.
Violência política
Em Minas Polarizada entre bolsonaristas e petistas, a campanha deste ano é marcada por casos de violência e intolerância política. No último domingo (25), um policial militar foi preso suspeito de atirar em um ato de campanha do deputado federal Paulo Guedes (PT), em Montes Claros, no Norte de Minas.
Foi o segundo caso de violência polícia registrado na cidade, em três dias, envolvendo a campanha do deputado. Na sexta-feira (23), um policial afastado deu tiros para o alto ao se aproximar de integrantes da equipe do parlamentar que entregavam material de campanha no bairro São Geraldo.
Ceará e Santa Catarina; Outros estados também registram casos recentes de violência. No último final de semana, duas pessoas foram mortas no final de semana após brigas em razão da acirrada divisão política do país.
Em Cascavel, no Ceará, um homem que se dizia eleitor do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) foi morto a facadas. Em Rio do Sul, em Santa Catarina, um apoiador do presidente e candidato à reeleição, Jair Bolsonaro (PL), também foi esfaqueado e morto.