
Consciência negra é uma daquelas datas estabelecidas para preservar a memória de luta por ideais, ainda que banhadas por sangue e sedimentada por mortes.
Após comandar por 15 anos o Quilombo dos Palmares, Zumbi foi morto em 20 de novembro de 1695, num território que hoje pertence a Alagoas. Ele liderava o maior reduto de resistência à escravidão do período colonial, que chegou a ter o tamanho de Portugal e contar com 30 mil escravizados fugitivos de fazendas, senzalas e prisões.
A data foi instituída pela Lei 12.519, de 2011, para chamar a atenção da sociedade para o racismo estrutural e propõe a reflexão das suas consequências para a população negra — como a desigualdade salarial e o acesso à educação. Além disso, busca o reconhecimento da influência e da presença da cultura de origem africana no país.
O feriado, no entanto, é facultativo e fica a critério dos estados e municípios. Apenas cinco estados adotam a data como feriado local: Alagoas, Amazonas, Amapá, Mato Grosso e Rio de Janeiro.
Por que 20 de novembro é Dia da Consciência Negra?
A data foi escolhida para celebrar a memória de Zumbi dos Palmares, que morreu no dia 20 de novembro de 1695.
Zumbi foi o mais importante líder dos quilombos de Palmares, a maior e mais importante experiência de comunidade formada por pessoas escravizadas que fugiram. A população de Palmares foi estimada em mais de 30 mil pessoas.
Fontes: Daniel Teixeira, advogado e diretor do Ceert (Centro de Estudos das Relações de Trabalho e Desigualdades); Iêda Leal de Souza, educadora e coordenadora nacional do MNU (Movimento Negro Unificado).