Geral JÚLIO COUTO
Na rota da incoerência
Com um friozinho na barriga que inicio aqui uma parceria com este veículo de comunicação. Agradeço muito por confiar-me este grandioso espaço.
07/01/2023 00h03 Atualizada há 3 anos
Por: Redação
Júlio Couto é professor na rede pública do estado de Minas Gerais. Graduado em Letras pela PUC Minas.

Nesta oportunidade quero fazer um pequeno e necessário comentário em relação o quanto o fanatismo político não acrescenta em nada no bem-estar das pessoas.

Navegando eu por um rede social e, por um acaso vi uma postagem de um cidadão que dizia que nesta primeira semana do novo governo federal, o ministério da educação havia extinguido a chamada Secretaria de Alfabetização. Esta notícia sendo ela verídica incomoda qualquer cidadão, principalmente aqueles que acreditam na Educação como base e pilar estrutural para uma sociedade justa. Esta notícia é inimaginável para aquelas pessoas que entendem que o campo político voltado para à esquerda é o mais coerente em defesa da bandeira educacional. Digo isso porque não é interessante e nem proveitoso fazermos críticas simplesmente pelo fato de quem está no poder não ser aquele político de nossa estimação. O reconhecimento e julgamento cabem muito bem ao oponente e vice-versa.

Voltando ao fato da Secretaria de Alfabetização do Ministério da Educação, cabem perguntas e reflexão. Será que realmente esta subpasta foi eliminada? E se foi qual é seu impacto negativo a curto e a longo prazo?

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Respondo eu genericamente. A curto prazo nada de impacto negativo e a longo prazo é necessário sentir a sua ausência. Um governante com a bandeira em defesa da unidade, principalmente daqueles menos favorecidos , jamais buscaria degradar a educação de seu país. Caso tal secretaria foi realmente abolida há possibilidade que esta tenha se tornado obsoleta, mas as ações desempenhadas por ela não foram cessadas, pois a educação é a ferramenta capaz de colocar flagelados e elitizados no mesmo espaço social. E um governante do campo da esquerda tem que procurar colocar isso em prática.

E de praxe nas ações de qualquer nível do executivo trocar nomes de programas governamentais, por isso, o nosso foco deve está voltado na eficiência e não em simples nomenclatura. A eficiência sim, tem função de fazer diferença na vida das pessoas, nomenclatura apenas demonstra a marca que o governante leva para o campo publicitário.

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Diante da situação de extinção, cabe também uma pequena e valiosa comparação que nos levará a uma indagação reflexiva sobre o que traz mais impacto negativo na vida e no desenvolvimento da população. Extinção de uma secretaria dentro de um ministério ou a extinção de um Ministério inteiro? Taís como: o Ministério do Trabalho, da Cultura, Desenvolvimento Social, dentre outros.

Tenhamos juízo, pois hipocrisia e fanatismo têm limites. A crítica é bem mais interessante quando esta esteja atrelada a sugestão em prol da coletividade.