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Sensatez

Desde que a humanidade existe a demonstração de dependência e parceria se faz natural.

Por: Redação
26/01/2023 às 19h58 Atualizada em 26/01/2023 às 20h12
Sensatez
Júlio Couto é professor na rede pública do estado de Minas Gerais. Graduado em Letras pela PUC Minas.

 Recentemente uma família estava envolvida em uma confraternização junto de algumas pessoas de sua convivência, dentre essas pessoas, havia ali um cidadão que se identificava como empresário, aparentemente demonstrava ser bastante sucedido no ramo em que o atuava. Sua demonstração de superioridade se destacava a cada instante diante das outras pessoas economicamente desfavorecidas. 

A posição social e política daquele senhor incomodava as pessoas quando ele dizia com demonstração impositiva que era necessário que no dia da eleição cada um ali presente depositasse seu voto na urna em favor da releição do presidente da república. Assim o sucesso seria de todos os brasileiros. Ele aproveitou a oportunidade também para dizer que o emprego de seus funcionários estava com os dias contados caso a oposição vencesse a eleição presidencial. Ele faria a demissão total dos trabalhadores e partiria para uma nova caminhada em um país bem distante do Brasil, pois não seria possível ser empresário com um governo diferente daquele que estava no poder. E lá seria ele vendedor ambulante de coco na praia.

Certamente esse nobre empresário não percebeu o quanto patrão e empregado são dependentes um do outro. Não há possibilidades de um empresário ocupar centenas de funções em uma empresa. O empresário só é sucedido porque existem pessoas com disposição e necessidade em trocar a sua mão de obra por um salário. O patrão não oferece o emprego a uma pessoa porque ele é bondoso e sim porque ele deseja crescer a sua empresa e com isso a necessidade do auxílio de outro. Assim também, o empregado deve está ciente que há uma relação de parceria entre ele e o patrão. O patrão não deve ser considerado inimigo e nem uma divindade, pois a ideia de parceria está diretamente ligada ao crescimento e desenvolvimento de todos os envolvidos.

Há uma certa malícia na fala daquele senhor em relação à necessidade de ele fechar a empresa com a derrota de seu grupo político, pois ninguém sensato daria cabo a um negócio lucrativo. 

Diante de toda essa história e do raciocínio lógico é triste imaginar que este ano se iniciou com mais uma empresa morta, várias pessoas na fila do desemprego, mas do outro lado do globo terrestre há um cidadão do bem atendendo prontamente o desejo de banhistas. 

 

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ADRIANO ALVES DE SOUZAHá 3 anos Itabira MGCara gostei muito da sua coluna mas eu fico preocupado hoje em dia com o tipo de convivência que é apontado hoje na TV e na discussão entre as pessoas que fazem os funcionários odiarem o patrão e vice versa eu acho que essa lógica marxista não é boa!
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Júlio Couto
Júlio Couto
Júlio Couto é professor na rede pública do estado de Minas Gerais.
Graduado em Letras pela PUC Minas.
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