
Três dias após ser preso em flagrante, Luiz Gustavo Lopes Silva, suspeito de matar a namorada Monique Ferreira Costa, teve alvará de soltura expedido, após pagamento de fiança no valor de R$ 1.200.
De acordo com o advogado Thiago Vieira, Luiz permanece no Ceresp de Contagem, na Grande BH, e pode ser liberado a qualquer momento. A defesa afirmou também que o suspeito se comprometeu a não se ausentar da comarca por mais de oito dias e a comparecer à Justiça sempre que convocado.
A jovem Monique Ferreira Costa, de 21 anos, morreu por esganadura dentro do apartamento em que morava em Contagem, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. As informações foram divulgadas pela Polícia Civil, na manhã desta segunda-feira (27), durante entrevista à imprensa.
Sobre o alvará de soltura, em nota, a instituição informou que "não comenta decisão judicial".
O g1 procurou o Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) e aguarda retorno.
Relembre o caso:
O desaparecimento foi informado à polícia no dia 15 de fevereiro, quando a mãe da jovem procurou a Delegacia de Desaparecidos. Ela estava acompanhada do namorado de Monique, um engenheiro de 27 anos.
"Nós passamos a entrevistar o namorado no intuito de saber a localização de Monique. E, no decorrer da entrevista, ele se comportou de uma forma muito nervosa, ele tinha hematomas e arranhões no braço e antebraço", explicou o delegado Alexandre Fonseca.
Ainda conforme o delegado, no dia 13 de fevereiro, Monique enviou uma mensagem a uma amiga, por volta das 22h. Elas tinham combinado de ir a uma festa, mas, no texto, a vítima escreveu que tinha acontecido algo sério e ela estava indo para a delegacia.
Aos policiais, o namorado afirmou que esteve com Monique até por volta das 23h30 e depois foi para casa dele. Na versão do homem, posteriormente, ele foi para um motel com uma amiga onde ficou até as 6h do dia seguinte. Para a polícia, esse seria um álibi usado pelo engenheiro.
O corpo de Monique foi localizado no dia 17 de fevereiro debaixo de um viaduto na BR-040, altura de Ouro Preto, Região Central de Minas Gerais.
No último sábado (25), o homem foi preso no momento em que se preparava para retirar objetos do apartamento em que Monique morava, mas estava em nome dele.
No local, a equipe policial notou que o forro e a espuma do colchão estavam recortados. A perícia constatou que no entorno do recorte havia sangue humano.
No carro em que o engenheiro chegou ao imóvel foram encontradas malas com roupas, o que, segundo a polícia, pode indicar uma tentativa de fuga. O homem foi preso em flagrante por fraude processual.
"A motivação [do crime] é feminicídio. Houve um desacerto entre a Monique e o suspeito no apartamento. A gente tem informação que o suspeito deve um dinheiro para agiota e que a Monique já havia pago uma dessas dívidas e ele estava querendo mais dinheiro. A gente acha que ela se cansou, quis terminar o relacionamento e ele não aceitou ou, talvez, ele possa ter subtraído dela mais um dinheiro no dia 13, quis denunciar na delegacia e houve o homicídio", detalhou o delegado.
Na delegacia, o suspeito optou pelo silêncio.