
E se você pudesse escolher não morrer e viver pra sempre a sua vida? Você escolheria viver eternamente? Interessante reflexão, não?
Porque será que tememos tanto a morte? Tememos a morte porque desconhecemos a própria vida, no significado mais vivo da palavra. Não reconhecemos o quanto de vida existe na morte em todos os sentidos. Vivemos aprisionados ao ego, acreditando que somos nosso corpo, nossas experiências, nossos encontros, pensamentos, sentimentos, e emoções. Portanto, a vida se torna esse conjunto de conquistas, memórias, significados e experiências que armazenamos com o tempo e não queremos perder.
Vida é uma palavra muito potente para representar medo, restrição e limite. Vida não pode ser finitude, vida é eternidade! A vida é liberdade, é o fluxo divino da criação que permeia tudo, em todos os tempos, espaços e dimensões que ainda desconhecemos. Vida é Deus transbordando sua infinitude.
Transbordando a sua infinitude através de cada um de nós! E para isso é preciso o movimento. É preciso fluir. É preciso deixar-se morrer para que algo novo possa renascer em nós. Ah, o movimento… Quanta beleza nessa palavra.
A jornada da vida pede metamorfose, renovação e esse movimento pede que a gente volte nossa energia pra dentro e se deixe fluir. Isso leva a gente a remexer a água da vida em nós, levantando lama, pedras, ossos. É como o fundo de um riacho em dias de tempestade, quando a força da correnteza faz a água ficar turva, pois levanta a lama antes pesada e assentada no fundo.
Agora é tempo de sentir o movimento, observar a água turva e deixar-se fluir pela correnteza.
A vida é uma questão de ponto de vista. É tempo de ressignificar a vida, permitir-se transformar valores, objetivos, propósitos, consumo, relações.

Lisa Silva Morais Escrevendo a história da minha vida ???? Itabirana Cristã 90% de Ferro Instagram: @lisinhasilvamorais