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Do essencial nasce o soberano

Colunista Júlio Couto

Por: Redação
11/05/2023 às 19h42
Do essencial nasce o soberano
Júlio Couto é professor na rede pública do estado de Minas Gerais. Graduado em Letras pela PUC Minas.

A dinâmica que a política exige é notada de maneira mais fora do obscurantismo por parte daqueles que lá estão. Mesmo sendo assim há muitos que vivem dela e não têm conhecimento da função social que a política propõe. 

Como é notado, muitos que estão no meio político não têm conhecimento desta ciência indispensável ao povo. Do mesmo modo, na maioria das vezes não se preocupam em construírem um mínimo de aprendizado a cerca do assunto. 

Nota-se que com esse saber é possível então aproveitar do poder buscado e exercer por meio dele um pouco de prática sobre o que realmente a política tem como função imprescindível em relação a sociedade. Aquele político que não se concentra apenas na busca de poder e trata de exercer na política a arte de governar para o bem comum tem grandes possibilidades de encontrar quase que de maneira automática o poder, como de fato a maioria aspira.

Também é fato e é interessante mencionar aqui sobre o quanto é duradouro e monopolizado o domínio na condução política. Grande parte dos cargos políticos são ocupados por pessoas que de fato não têm talento para o exercício, mas lá estão pelo fato de terem algum destaque social. E muitas das vezes este destaque está alicerçado simplesmente em poder econômico ou até mesmo pelo uso de nomes de familiares que estão se envolvidos no meio da política. 

É Interessante deixar claro também que não significa que um determinado político que consiga ser eleito por estar alicerçado em um poder econômico em destaque, foi indicado e esteja atrelado a um nome de familiar que lá está ou até mesmo por algum tipo de apadrinhamento não tenha talento em relação a condução política. Também não temos nenhuma garantia que esse apadrinhado nos trará de fato um bom representante do povo. 

A certeza que temos é que este apadrinhando ou favorecimento economicamente colocam o postulante beneficiado à frente em pé de disputa rumo ao poder. 

O coerente por parte de qualquer sujeito que conquistou o espaço e função de representar o povo é construir projetos realmente em favor das pessoas que necessitam. Projetos efetivamente voltados para o coletivo.

Nesta estratégia de favorecimento é notado que a atenção daqueles que conseguem chegar ao poder voltam suas atenções de maneira mais notável e contundente para sua categoria, grupo afim ou até mesmo para o individualismo. 

Por fim, nesta dinâmica de favorecimento muitos talentos são deixados de fora, pois não há equidade na disputa. E mesmo alguns desfavorecidos na disputa que conseguem chegar a ocupação de cargo têm dificuldade em se destacarem no meio da maioria que tem como prioridade o plano audacioso de poder.

Desta maneira, a política já há tempos não exerce de fato a sua função primordial e necessário para o bem de todos. 

 

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