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Enredo Desleal

Colunista Júlio Couto

Por: Redação
07/06/2023 às 11h06 Atualizada em 07/06/2023 às 11h35
Enredo Desleal
Júlio Couto é professor na rede pública do estado de Minas Gerais. Graduado em Letras pela PUC Minas.

Sempre observo, ouço de usuários e também acompanho pela imprensa sobre as condições ruins do sistema de transporte coletivo em torno da região metropolitana de Belo Horizonte. A péssima qualidade dos veículos utilizados nessa modalidade de transporte urbano de passageiros é destacada a cada dia. 

Estes mesmos profissionais da imprensa trazem também rotineiras notícias sobre o grande número de acidentes, ultimante, envolvendo ônibus deste sistema de transporte. Destacam também alguns argumentos vindos de empresários do ramo do transporte coletivo de Belo Horizonte e região metropolitana. Dentre os argumentos está aquele que quero fazer algumas considerações a respeito. Empresários dizem que não é possível manter os ônibus rodando da maneira como a legislação exige e os usuários merecem, pois o sistema de transporte por ônibus trazem lhes muito prejuízo. 

Este argumento está falido e direcionado completamente para uma desculpa que jamais pode ser acreditada por alguém sensato e que acompanha o mínimo de informações.

Lembrando que, sendo lucrativo ou não, o transporte coletivo desde sempre é o único negócio, salvo engano, que em via de regra recebe antes da prestação de serviço.

Não é possível acreditar que nenhum ser humano seria capaz de montar um negócio que não oferecesse lucro e manteria esse negócio em funcionamento. Mesmo que o lucro não fosse de maneira direta ao ramo de atuação, a lógica seria voltada para os cálculos matemáticos. 

Na remota hipótese de ser verdade a alegação apresentada por empresários sobre o dano causado na operação do transporte, este negócio já estaria fechado, como estaria qualquer outro tipo de transação. Essa ação de findar uma atividade criada para a busca de lucro qualquer ser humano dotado de um mínimo de inteligência a faria. 

Sendo assim, esses “desafortunados” devem de maneira imediata fecharem suas empresas, pois eles não tem obrigação de sozinhos transportarem as pessoas em seus trajetos e ainda acumularem estrondosos rombos em seus cofres.

Seguindo uma linha do tempo é possível entender um pouco do questionamento destes empresários no sentido de insatisfação com a renda conquistada com seus ônibus. A verdade é que os donos de empresas de ônibus desde sempre estavam acostumados a conquistarem lucros altíssimos e no momento este saldo não aparece da mesma maneira. Antes o lucro em torno deste serviço era daqueles desejado e sonhado por qualquer empreendedor. Agora este negócio não deixa de conceder lucro, mas a ganância demonstra apresenta destaque para aqueles que querem apenas o dinheiro do povo, mas não se preocupam com o mínimo de qualidade para este mesmo povo.

Por fim, necessário e prudente observar que ultimante a mazela no sistema de transporte se estende no sentido de situações ainda mais complexas além do sucateamento dos ônibus e antipática prestação de serviço.  A corrupção também ganhou destaque por parte de empresários deste ramo chamado de público que na verdade não tem nada desse adjetivo. E esse novo destaque certamente afeta os cofres públicos e leva a conta para a sociedade. Vale ressaltar que tudo isso não tem como protagonista usuários e pobres buscando alimentação básica e sim partindo de pessoas bem destacadas economicamente e pelo que parece não se importam com os menos favorecidos. 

 

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Eliseu Há 3 anos Betim Reportagem muito boa, sou usuário de transporte público aqui em Betim, tenho observado carros sem identificação ou trocada. No passado havia trocadores, para onde foi o dinheiro pago para Eles? Aqui em Betim, nos finais de semanas então muita demora para tomar um coletivo.
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Júlio Couto é professor na rede pública do estado de Minas Gerais.
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