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O ofício é respeitar as regras

Colunista Júlio Couto

Por: Redação
29/06/2023 às 11h31
O ofício é respeitar as regras
Júlio Couto é professor na rede pública do estado de Minas Gerais. Graduado em Letras pela PUC Minas.

Primeiramente, é necessário e prudente acompanhar as notícias em torno de legados deixados por uma grande parcela daqueles que por alguma circunstância esteve à frente de cargos políticos. As exposições neste sentido não são daquelas tão interessantes e agradáveis para serem ouvidas. Principalmente para quem presa pelo mínimo de caráter e honestidade.

Parece que não se manter no campo da honestidade é louvável e honroso por parte de algumas pessoas que atuam à frente de cargos políticos. A narrativa neste sentido induzem aos leigos a pensarem que o desvio de conduta e abuso de poder se tratam de ações corretas e coerentes e que fazem parte do ofício do cargo.

No passado não havia tantas investigações em torno das pessoas que permanecia no poder político. Partindo deste padrão de comportamento é interessante pensar e refletir em questões da seguinte linha de julgamento. Esta meditação qualquer cidadão com um pouco de conhecimento sobre a importância da honestidade e lisura, principalmente com o bem público, faria. Será que no passado, os poderosos permaneciam realmente no campo da integridade ao ponto de não necessitar de investigações e leis voltadas para a inibição de malfeitos e que também protegesse o bem público? Ou será que a carência de investigação e inexistência de leis neste sentido estavam a serviço dos desvios de conduta? 

Atualmente faz parte da legislação a inibição, apuração e punição daqueles que abusam dos cofres públicos. Aqueles que aproveitam do cargo para cometerem as afrontas contra outras pessoas. Mesmo assim, é notado que os malefícios continuam tendo destaque. É até assustador pensar como eram tratados os bens públicos e o cuidado com as pessoas menos favorecidas no passado.

Parecem que a ausência e praticidade de leis em torno de punição de corruptos e abusadores do poder era a realidade. Tomara que esta realidade vá se desfazendo aos poucos e as pessoas busquem acreditar e valorizar na honestidade a cada dia.

A importância de regras de punição é elogiável, pois tais regras exercem função muito importante e interessante em favor do cuidado e zelo com o matrimônio público. 

Aliás, é interessante salientar que neste ano foram transcorridos apenas seis meses e a famosa lei da ficha limpa já foi destacada em mais de um caso. Imagine como era antes desta lei. É assunto para pensar bastante.

Do mesmo modo, está em destaque a punição de figuras que antes se sentiam bastante à vontade para cometerem os chamados abusos de poder.

 

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