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Projeto de estado e não de poder

Colunista Júlio Couto

Por: Redação
12/07/2023 às 11h55
Projeto de estado e não de poder
Júlio Couto é professor na rede pública do estado de Minas Gerais. Graduado em Letras pela PUC Minas.

A chamada reforma tributária que há tanto tempo estava na mesa da necessidade de execução acaba de ser aprovada na câmara federal. E pelo que tudo indica será também aprovada sem grandes dificuldades pelos senadores da república.

Interessante nesta situação de reforma sobre a maneira de cobrança de tributos é que presidentes anteriores ao atual diziam que fariam esta reforma e por algum motivo não conseguiram. Talvez a dificuldade em aprovação no passado seja por falta de habilidade política daqueles ex-mandatários e também pela qualidade das propostas descritas nos textos. De repente os textos anteriores possuíam este mesmo título, mas com propostas de mudanças não tanto favoráveis para o país.

O destaque para esta aprovação está no fato da tamanha habilidade e poder de negociação que o atual mandatário do executivo nacional possui. Conseguiu sensibilizar o presidente da câmara dos deputados a fazer a chamada de responsabilidade aos seus colegas. 

Este líder dos deputados federais também merece destaque em relação ao poder de convencer seus pares do quanto a importância da aprovação para o desenvolvimento do país. A realidade foi demonstrada e com clareza que não se trata de um projeto de poder e sim um projeto de estado. Este projeto de reforma tem, dentre outros focos, a melhor qualidade de vida e oportunidade aos menos favorecidos economicamente. Como exemplo, a isenção de tributos sobre produtos da cesta básica do brasileiro.

Sabe-se que de acordo com a teoria entre os poderes executivo e legislativo deve haver uma independência, mas é indispensável compreender que a insubmissão não deve estar desatrelada ao desenvolvimento do país.

Por certo, o negativo na harmonia entre os poderes é quando essa simetria não está voltada para a defesa do bem público e à qualidade de vida das pessoas.

Dessa forma, na política nem sempre é feito o desejável, mas é muito agradável e essencial que se faça o exequível. As vezes nas ações políticas são feitas aquelas mudanças que não agradam a todos e também não contentam a maioria das pessoas, mas para o bem do país é justo que sejam feitas. 

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AdrianoHá 3 anos Itabira MGEsse ato de liberar emendas no governo passado a grande midia chamava de Orçamento Secreto!
AdrianoHá 3 anos Itabira MGEu entendo que a Reforma Tributaria teria mesmo que ser feita mais uma reforma tão complexa não deveria ter tanta pressa aprovar assim para aprovar assim que colocaram para votar porque a gente ouve especialista que falam que o impostos vão aumentar outros dizem que impostos vão diminuir portanto não sabemos se vai ser bom ou não para nós os pagadores de impostos! Ah e a habilidade do governo para aprovar essa reforma foi liberar 7,5 bilhões em julho de emenda para essa votação!
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Júlio Couto é professor na rede pública do estado de Minas Gerais.
Graduado em Letras pela PUC Minas.
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