
A chamada reforma tributária que há tanto tempo estava na mesa da necessidade de execução acaba de ser aprovada na câmara federal. E pelo que tudo indica será também aprovada sem grandes dificuldades pelos senadores da república.
Interessante nesta situação de reforma sobre a maneira de cobrança de tributos é que presidentes anteriores ao atual diziam que fariam esta reforma e por algum motivo não conseguiram. Talvez a dificuldade em aprovação no passado seja por falta de habilidade política daqueles ex-mandatários e também pela qualidade das propostas descritas nos textos. De repente os textos anteriores possuíam este mesmo título, mas com propostas de mudanças não tanto favoráveis para o país.
O destaque para esta aprovação está no fato da tamanha habilidade e poder de negociação que o atual mandatário do executivo nacional possui. Conseguiu sensibilizar o presidente da câmara dos deputados a fazer a chamada de responsabilidade aos seus colegas.
Este líder dos deputados federais também merece destaque em relação ao poder de convencer seus pares do quanto a importância da aprovação para o desenvolvimento do país. A realidade foi demonstrada e com clareza que não se trata de um projeto de poder e sim um projeto de estado. Este projeto de reforma tem, dentre outros focos, a melhor qualidade de vida e oportunidade aos menos favorecidos economicamente. Como exemplo, a isenção de tributos sobre produtos da cesta básica do brasileiro.
Sabe-se que de acordo com a teoria entre os poderes executivo e legislativo deve haver uma independência, mas é indispensável compreender que a insubmissão não deve estar desatrelada ao desenvolvimento do país.
Por certo, o negativo na harmonia entre os poderes é quando essa simetria não está voltada para a defesa do bem público e à qualidade de vida das pessoas.
Dessa forma, na política nem sempre é feito o desejável, mas é muito agradável e essencial que se faça o exequível. As vezes nas ações políticas são feitas aquelas mudanças que não agradam a todos e também não contentam a maioria das pessoas, mas para o bem do país é justo que sejam feitas.