Colunista Júlio Couto Colunista
Comportamento lamentável
Colunista Júlio Couto
09/08/2023 11h21
Por: Redação
Júlio Couto é professor na rede pública do estado de Minas Gerais. Graduado em Letras pela PUC Minas.

De maneira não tão indireta, recentemente um governador de uma unidade da República Federativa do Brasil pregou entre alguns de seus pares a indução de um movimento voltado para o separatismo de algumas regiões do nosso país. 

Mais uma vez este governador nos deu uma aula sobre o seu desconhecimento da nossa constituição a qual estabelece a união e fraternidade entre o seu povo. Mostrou também o seu preconceito em relação às pessoas que não estão equiparadas ao seu nível econômico e portador de bens materiais.

Em sua fala o governador fez o emprego da figura de linguagem metáfora com a região Nordeste e uma vaquinha que dá pouco leite. Provavelmente este mandatário não parou para refletir se realmente o leite é pouco, qual a sua qualidade, qual a sua importância para a nação e o motivo pelo qual este leite não jorra com abundância que ele julga ser a correta.

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Em seu posicionamento, também disse que as regiões Sul e Sudeste são aquelas que realmente fazem e devem fazer a diferença no cenário político nacional. Ele também desconhece que o protagonismo político deve se voltar para o todo em nosso país, independe de posições econômica, geográfica ou qualquer que seja a diferença. O equilíbrio deve ser procurado e encontrado, pois o país é único e inseparável. Totalmente heterogêneo e entrelaçado em sua característica peculiar no globo terrestre. 

O respeito e o cuidado com o seu povo deve ser pauta para qualquer agente político, independente da região representada por ele. Toda liderança política, principalmente, deve direcionar se para o tratamento igualitário entre as pessoas; buscar e promover harmonia de seu povo; trabalhar em prol da qualidade de vida; dar importância ao respeito e ao zelo pelas diferenças existentes e jamais deixar propagar o termo discórdia.

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O Brasil é um país gigante com suas particularidades macro e micro regional, mas estas peculiaridades não o torna uma nação com incentivos voltados para a exclusão de uma determinada região. Neste caso não há nenhuma coerência excluir parte do todo, sobretudo, por julgar tais regiões com mais ou menos destaque economicamente.

O Brasil é este belo país, exatamente por suas diferenças, sejam por questões econômicas, geográficas, linguagens, belezas naturais, dentre outras.

São saudáveis, movimentos voltados para união e parceria entre governantes regionais em torno da busca de melhoria e aprimoramento de questões voltadas para o desenvolvimento e qualidade de vida da população. Da mesma maneira, é louvável e coerente organizações voltadas para o fortalecimento de uma região, mas sem a discriminação e desprezo de outras regiões menos desfavorecidas por algum aspecto. Neste sentido, é possível concluir que a intolerância e a rejeição são atitudes condenáveis.

Por fim, o Brasil é uma bela nação e seu povo deve buscar a harmonia diariamente e não pode achar que está tudo bem quando alguns políticos pensam o país, como se este fosse uma empresa de evidência particular direcionada na busca de apenas o lucro e acumulação de bens materiais, não dando importância para os demais entes da sociedade.