De maneira não tão indireta, recentemente um governador de uma unidade da República Federativa do Brasil pregou entre alguns de seus pares a indução de um movimento voltado para o separatismo de algumas regiões do nosso país.
Mais uma vez este governador nos deu uma aula sobre o seu desconhecimento da nossa constituição a qual estabelece a união e fraternidade entre o seu povo. Mostrou também o seu preconceito em relação às pessoas que não estão equiparadas ao seu nível econômico e portador de bens materiais.
Em sua fala o governador fez o emprego da figura de linguagem metáfora com a região Nordeste e uma vaquinha que dá pouco leite. Provavelmente este mandatário não parou para refletir se realmente o leite é pouco, qual a sua qualidade, qual a sua importância para a nação e o motivo pelo qual este leite não jorra com abundância que ele julga ser a correta.
Em seu posicionamento, também disse que as regiões Sul e Sudeste são aquelas que realmente fazem e devem fazer a diferença no cenário político nacional. Ele também desconhece que o protagonismo político deve se voltar para o todo em nosso país, independe de posições econômica, geográfica ou qualquer que seja a diferença. O equilíbrio deve ser procurado e encontrado, pois o país é único e inseparável. Totalmente heterogêneo e entrelaçado em sua característica peculiar no globo terrestre.
O respeito e o cuidado com o seu povo deve ser pauta para qualquer agente político, independente da região representada por ele. Toda liderança política, principalmente, deve direcionar se para o tratamento igualitário entre as pessoas; buscar e promover harmonia de seu povo; trabalhar em prol da qualidade de vida; dar importância ao respeito e ao zelo pelas diferenças existentes e jamais deixar propagar o termo discórdia.
O Brasil é um país gigante com suas particularidades macro e micro regional, mas estas peculiaridades não o torna uma nação com incentivos voltados para a exclusão de uma determinada região. Neste caso não há nenhuma coerência excluir parte do todo, sobretudo, por julgar tais regiões com mais ou menos destaque economicamente.
O Brasil é este belo país, exatamente por suas diferenças, sejam por questões econômicas, geográficas, linguagens, belezas naturais, dentre outras.
São saudáveis, movimentos voltados para união e parceria entre governantes regionais em torno da busca de melhoria e aprimoramento de questões voltadas para o desenvolvimento e qualidade de vida da população. Da mesma maneira, é louvável e coerente organizações voltadas para o fortalecimento de uma região, mas sem a discriminação e desprezo de outras regiões menos desfavorecidas por algum aspecto. Neste sentido, é possível concluir que a intolerância e a rejeição são atitudes condenáveis.
Por fim, o Brasil é uma bela nação e seu povo deve buscar a harmonia diariamente e não pode achar que está tudo bem quando alguns políticos pensam o país, como se este fosse uma empresa de evidência particular direcionada na busca de apenas o lucro e acumulação de bens materiais, não dando importância para os demais entes da sociedade.