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Por equidade entre os postulantes

Colunista Júlio Couto

Por: Redação
17/08/2023 às 09h06 Atualizada em 17/08/2023 às 09h20
Por equidade entre os postulantes
Júlio Couto é professor na rede pública do estado de Minas Gerais. Graduado em Letras pela PUC Minas.

Estamos em um período em que nos bastidores da política brasileira faz parte da pauta a discussão em torno do reajuste ou não do fundo partidário. Este recurso juntamente a outro recurso público, em tese são direcionados para estruturarem as disputadas políticas em nosso país. Esta importância bilionária que por sinal é muito visada pelos dirigentes partidário e também pelos sujeitos que estão engajados na política com interesse na disputa e ocupação de cargo. 

Eventualmente, o fundo partidário seria mais interessante caso sua divisão fosse mais voltada para o campo de oportunidade e isonomia entre todos os partidos. 

Similarmente, seria mais adequado e coerente se os dirigentes, no momento da disputa eleitoral, tivessem o cuidado na divisão do montante e dessem oportunidade midiática aos candidatos, principalmente aqueles dotados de habilidades e dom.

O dinheiro público na política é conveniente no sentido de trazer oportunidade aos postulantes talentosos e que não têm recurso financeiro para levar sua mensagem ao eleitor. Com esse recurso poderão mostrar quem são, o quanto são capazes, suas trajetórias e condições de representação da sociedade no âmbito do poder.

Da maneira como é feita a distribuição do fundo eleitoral entre as siglas partidárias e consequentemente aos postulantes de cargos eletivos quem está fora do poder fica quase que totalmente em desigualdade de condições de disputa em relação àqueles que já têm mandato.

Seguindo o que é visivelmente praticado em questão relacionada à distribuição de recurso de campanha eleitoral há demonstração de injustiça e sem equidade entre os postulantes ao cargo, onde quase sempre a maior possibilidade existente é a de reeleição. 

Sendo assim, caso esteja na disputa algum talentoso, este precisará de um esforço ainda maior em relação àqueles que talvez não tenham tanta habilidade na função, mas já estão a frente do poder ou na ocupação de cargo em destaque.

Nem sempre quem está no poder é o político com talento no quesito arte de governar para o bem comum. É inegável que o recurso financeiro e o apadrinhamento são fatores preponderantes e estimuladores na escalada rumo ao poder.

 

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