Colunista Júlio Couto Colunista
Deturpação
Colunista Júlio Couto
30/08/2023 20h41 Atualizada há 3 anos
Por: Redação
Júlio Couto é professor na rede pública do estado de Minas Gerais. Graduado em Letras pela PUC Minas.

Faz parte das ações políticas a prática de concessão de títulos honorários as pessoas que de alguma maneira contribuíram para o desenvolvimento da sociedade. É de praxe nas casas legislativas do nosso país, membro deste poder propor junto a seus pares homenagem as pessoas residentes em outro município ou até mesmo de outra região dentro país. Principalmente quando se trata de pessoas que este parlamentar julga importante para sua projeção e relacionamento político. 

O reconhecimento a alguém que de fato praticou atos relevantes de interesse social em favor da população é muito justo e interessante. 

Neste sentido, além do destaque ao honrado, o louvor em seu favor pode funcionar como instrumento de incentivo a outros sujeitos para que sigam o exemplo do ovacionado buscando a cada dia mecanismos de dedicação em favor do bem comum.

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De maneira contrária e até bastante preocupante quando a homenagem é direcionada a alguém que não demonstrou e nem comprovou a sua caminhada em prol da sociedade.

Quando o título de cidadão honorário é ofertado a pessoas com predicativos contrários aos propósitos do bem comum ou a proposta de entrega de destaque é feita simplesmente pelo fato do sujeito pertencer a um determinado grupo político tudo leva crer que a falta de qualidade está muito mais do lado daqueles que propõem o realce do que do lado dos homenageados.

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Sendo assim, a literatura em torno do título fica comprometida e a homenagem perde seu propósito.