
É corriqueiro e desagradável por parte de alguns cidadãos que por não terem dependência de qualquer tipo de auxílio para a sua sobrevivência julgam prazeroso a construção de críticas dotadas de preconceitos em relação às pessoas que vivem em regiões pobres do nosso país. E na maioria das vezes os que vivem nessas regiões não têm as mesmas oportunidades ou equivalentes aos instalados nas regiões privilegiadas economicamente.
O nosso país é belo, agradável e muito interessante pelas suas peculiaridades em relação às regiões. O país é um só e nenhum cidadão jamais deverá ser diminuído pelo fato de residir em uma determinada localidade com menor desenvolvimento econômico. As riquezas produzidas e proporcionadas pelo nosso país é coerente que tenham valia para oferecer oportunidades e proporcionar o bem-estar de seu povo.
Graças a alguns cidadãos que têm no seu DNA o prazer em desenvolver ações voltadas para seus pares as desigualdades não são maiores. É proveitoso e honroso pessoas que estão a frente de organizações, sejam elas políticas ou não, pensam no coletivo e criam mecanismos voltados para o partilhamento e divisão dos recursos para suprirem ao menos o básico de cada cidadão. Principalmente as pessoas que vivem em locais de menor desenvolvimento e produção destacada de riqueza.
Pessoas como Josué de Castro que foi ativista e defensor da erradicação da fome serviu e serve de referência para governantes e legisladores elaborarem regras e colocarem estas nas tarefas de ordem em planos de governo. Josué de Castro, um nordestino do estado do Pernambuco, estivesse ele vivo hoje certamente condenaria a visão preconceituosa que muitos têm de sua região. Principalmente quando se trata de preconceito partindo autoridades políticos ou alguém esclarecido sobre a humanidade. Alguém, por exemplo que propõe a divisão do inseparável Brasil.
Josué era totalmente independente de qualquer tipo de auxílio, mas se preocupava com o próximo e sabia que todos os seres vivos têm necessidades de alimentação. Ele pregava a coerência, principalmente quando se tratava de produção e distribuição de renda. Ele dizia que o foco não estava na quantidade e sim na maneira humana de dividir e partilhar riqueza.
Aqueles que se satisfazem na demonstração de preconceito em relação aos menos desfavorecidos economicamente e principalmente em relação ao Nordeste brasileiro é aconselhável a eles que busquem uma escola para estudarem um pouco de Ciências Humanas. A partir daí perceberão que o Brasil inteiro tem uma dívida com aquela região, pois é a partir de lá que o nosso país cresceu e se tornou a potência que é atualmente.