
Nesta terça-feira (4), a Câmara Municipal de São Joaquim de Bicas, na região metropolitana de Belo Horizonte, aprovou, por unanimidade, o projeto de lei da prefeitura que prevê a implementação de um sistema público de transporte gratuito na cidade. Segundo o prefeito Guto Resende (DEM), a expectativa é que entre 60 e 80 dias os ônibus já estejam circulando na cidade na nova modalidade. A previsão inicial da prefeitura é que o sistema custe R$ 100 mil por mês ao município.
Resende explica que o tamanho do município, com 72 quilômetros quadrados e aproximadamente 25 mil habitantes, facilita a implementação do projeto. Ele afirma que a expectativa é aumentar em pelo menos três vezes o número de viagens feitas nas linhas municipais. "Agora vamos começar uma nova etapa do projeto, fazendo estudos e definindo rotas e quadros de horários, mas nossa expectativa é que com a licitação cinco ou sete ônibus fiquem à disposição da população", descreveu. Entretanto, ele adiantou que o modelo adotado será de baldeação no centro da cidade e que os pontos e horários das linhas metropolitanas vão ser analizados para facilitar a integração com estes coletivos.
O prefeito explica que atualmente alguns bairros recebem apenas duas viagens por dia, o que dificulta muito o acesso dos trabalhadores ao centro da cidade. "Hoje temos uma situação em que os moradores daqui vão para outras cidades fazer compras, com a facilidade de não pagar a passagem e ter um quadro de horários com mais viagens, acredito que o morador vai passar a preferir fazer a compra aqui mesmo, o que vai movimentar nossa economia", avalia.
O gestor acredita que os gastos mensais com a contratação dos coletivos vai ser revertido pelo aquecimento do comércio, além da qualidade do transporte ofertado. Segundo ele, a licitação vai exigir que os veículos tenham ar condicionado e câmeras de segurança.
A estimativa é que com o novo sistema 1000 pessoas passem a circular no transporte público municipal. A prefeitura informou que não tem os dados atuais do número de pessoas circulando nos coletivos, pois os números não são repassados pela empresa responsável.