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Conveniência
Colunista Júlio Couto
20/09/2023 19h09
Por: Redação
Júlio Couto é professor na rede pública do estado de Minas Gerais. Graduado em Letras pela PUC Minas.

O governador de Minas Gerais com suas estratégias eleitoreiras de cunho dotadas de conveniência, hora fala que o estado está em plena evolução, "está nos trilhos". Hora disse que o estado está falido, está quebrado e precisa de ir em busca de mais receitas.

Alguma situação dentro das falas do senhor governador não está no campo da coerência. Digo isto porque de acordo com dados oficiais e divulgados pela imprensa a linha do tempo sobre o campo de receitas para os cofres público demonstra que o estado mineiro deixou de arrecadar alguma quantia já antes prevista. 
Recentemente o governo estadual fez um esforço tremendo para diminuir gastos de um pequeno grupo de empresários sobre o Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores.

O empenho do governador foi bem-sucedido e assim criou um valor diferenciado para os tais empresários. Diante desta estratégia o estado abriu mão de arrecadação mais robusta.

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Agora este mesmo governador se mobiliza em torno da busca de acréscimo da alíquota de Imposto sobre Circulação de Mercadoria e Serviços de alguns itens necessários na vida das pessoas de maneira geral. 
A maior carga de imposto vai atingir a todos de maneira negativa, pois terão que pagar um pouco mais no momento de suas compras. 

A redução diferenciada do IPVA só atingiu um pequeno grupo, e, isso de maneira positiva.
Será que realmente o nosso governador está mesmo preocupado em administrar o estado visando o bem-estar das pessoas e a dedicação voltada para o pleno desenvolvimento do nosso estado?

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Se o estado está nos trilhos e bem administrado, como ele gosta de dizer, não legítimo aumentar o ICMS para o povo. Se o estado está quebrado não seria possível a redução de imposto para um pequeno grupo de empresários, sabendo que essa diminuição na arrecadação interfere e muito nos cofres do estado e consequentemente nos serviços públicos. 
Dentro desta ótica, o povo em todos os níveis financeiros paga mais imposto em relação ao grupo de grandes empresários que estão pagando um menor valor pelo mesmo serviço.