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Nada de pizza
Colunista Júlio Couto
11/10/2023 19h30
Por: Redação
Júlio Couto é professor na rede pública do estado de Minas Gerais. Graduado em Letras pela PUC Minas.

A Comissão Parlamentar Mista de Inquérito ligada ao chamado 8 de janeiro, quando aconteceu a invasão da nossa capital federal por grupos que de maneira direta feriram a Constituição Brasileira, está chegando ao seu fim.
Tudo indica que o relatório de conclusão dos trabalhos será bem recheado de questões escandalosas, como aquelas que já apareceram em alguns depoimentos de pessoas envolvidas e que foram ouvidas pelos parlamentares responsáveis pelo processo de investigação.

Paralelamente às tarefas da CPMI há também a atuação da Suprema Corte que já realizou o ofício de condenar alguns criminosos e outros destes estão sendo processados.
O que os brasileiros pacíficos, ordeiros e que cumprem com seus direitos e deveres perante as leis constitucionais esperam é que aqueles que tiveram a audácia em provocar ou incentivar de alguma maneira a ilicitude sejam punidos de maneira exemplar.

Com isso, espera-se que o resultado da investigação feita pelo grupo de parlamentares envolvidos no processo sirva de alguma maneira no sentido de responsabilizar os infratores e que eles paguem de fato pelos crimes cometidos.
O desejo maior também é que como dizem o ditado popular que os trabalhos da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito não se acabe em pizza. Este desejo também se estende as decisões do judiciário e que os condenados cumpram suas condenações sem nenhuma regalia ou abrandamento de pena.

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E que as ações, tanto dos parlamentares, da polícia investigativa quanto do judiciário não sejam em vão, pois todos esses trabalhos têm envolvimento de dinheiro público. Sem contar que os reparos feitos nas instituições públicas danificadas pelo grupo de infratores subtraíram recursos oriundos de impostos pagos pelo povo brasileiro.
Desta maneira, é plausível que cada criminoso pague pela sua infração e que isso sirva de exemplo no sentido de incentivar as pessoas de maneira geral a respeitarem ao próximo, aos bens públicos e lutarem sempre em torno da busca pela paz.