
Recentemente, como era esperado, saiu o relatório final da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito sobre a invasão da capital federal no início deste ano. A divulgação deste documento serviu para provocar um certo espanto ao público em relação aos nomes configurados como participantes direta ou indiretamente pela deterioração do patrimônio do povo.
A lista apareceu extensa, de acordo com a previsão, e nela constam nomes de diversos servidores de carreira no serviço público. O que mais causa assombros na lista de indiciados é saber que o maior número de denunciados são profissionais que pertencem a área de segurança pública. Estes servidores, como qualquer outro, têm a função de defender a sociedade e os bens públicos, servindo, com lisura e retidão, ao povo.
É estarrecedor saber que a maioria dos indiciados são servidores de carreira da área de segurança pública. Pessoas preparadas para protegerem o Estado de maneira indiscutível, aparecem como sujeitos responsáveis pela desordem com os bens públicos. Isso não é um bom sinal.
Logicamente que qualquer ser humano está sujeito ao erro, mas pelo que foi demonstrado no curso da investigação não parece se tratar de falha sem propósito e sim de uma estrutura bem organizada a serviço do crime.