Política Barro Preto
Câmara de Santa Maria de Itabira faz indicação de repasse de R$ 25 mil reais para Associação Quilombola do Barro Preto
Conforme Legislação Federal, Estadual e Municipal, o vereador Rodrigo, requer que o valor seja direcionado a Associação São Francisco-Quilombo do Barro Preto, conforme pleito do presidente da Associação. 
09/11/2023 18h37 Atualizada há 2 anos
Por: Helton Santos
Comunidade Quilombola Barro Preto; Santa Maria de Itabira

A  Associação São Francisco-Quilombo do Barro Preto, foi conteplada com um repasse de R$25.000,00(vinte e cinco mil reais), feito pela Câmara Municipal de Santa Maria de Itabira.

O Presidente da Câmara, vereador Rodrigo do Bar (CIDADANIA), no uso de suas atribuições legais, conforme o Regimento Interno da Casa, encaminhou ao executivo, o comprovante de transferência, referente a devolução da importância de R$25.000,00(vinte e cinco mil reais ), efetivada na conta  de Titularidade da Prefeitura Municipal de Santa Maria de Itabira.

Conforme Legislação Federal, Estadual e Municipal, o vereador Rodrigo, requer que o valor seja direcionado a Associação São Francisco-Quilombo do Barro Preto, conforme pleito do presidente da Associação. 

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“Valorizar e preservar a cultura e ancestralidade das comuninidades quilombolas é participar da conservação da nossa cidade e nosso país", disse o presidente da câmara, vereador Rodrigo do Bar"

 

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 presidente da câmara, vereador Rodrigo do Bar

Neste mês de novembro é comemomorado o Fest-Afro nos dia 18, 19 e 20 dia da conciência negra, o dia 20 é feriado municipal em Santa Maria de Itabira.

Barro Preto já é reconhecido pela Fundação Cultural Palmares desde 2006. Nesse mesmo ano foi solicitado ao Incra a titulação das terras da comunidade.

A comunidade quilombola de Barro Preto,inicialmente chamada de Córrego do Santo Antônio, teve sua área ocupada na segunda metade do  século  XIX,  sendo  os  primeiros  habitantes  da  região  Tobias Pires, João Grigó da Silva, Francisco Acácio e Quitéria Carneiro. Esta última,a maior proprietária de terras da comunidade.

Ressalta que se acredita que esses habitantes vieram do Rio de Janeiro e da Fazenda das Pedras de Minas Gerais, rumo à comunidade Indaiá, já existente desde o início do século XIX.

Esses habitantes eram escravos fugidos e libertos,em posse de recursos financeiros. Entre estes, Tobias Pires, escravo que povoou o território e deu origem avários descendentes quilombolas.  Tobias  teve  sua  figura  marcada pela comunidade,  sendo lembrado pelos moradores mais velhos da comunidade.

A  origem  do  nome  “Barro  Preto”  se  deve  ao  costume  de  antigos  moradores  que pintavam  as  suas  roupas  de  preto  durante  os  eventuais  períodos  de  luto,  usando  de recursos como barro,cipó e gabiroba.