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Sem transparência não
Colunista Júlio Couto
22/11/2023 10h57
Por: Redação
Júlio Couto é professor na rede pública do estado de Minas Gerais. Graduado em Letras pela PUC Minas.

Em tese, um governante é eleito para administrar com cuidado os bens públicos e cuidar das pessoas. Muito comum isso não ser colocado em prática por alguns detentores de poder político que enxergam o estado como um bem particular. As boas ações de um governo é demonstração de carinho com as demais pessoas.

Sendo assim, o sujeito que recebe das mãos do povo a autoridade e o privilégio de estar à frente de um cargo público, deve estar sempre ciente de suas obrigações. E desta maneira entender que ele tem apenas a prerrogativas de liderar as ações que condizem com a necessidade das pessoas, não sendo ele o verdadeiro e único dono do bem público. O governante não é dono dos bens públicos e sim uma pessoa que permanece em um cargo eletivo e rotativo com a função de fazer uma administração totalmente direcionada à preservação do interesse social.

Na prática, o que frequentemente acontece é o governante diante do poder, utilizar a estrutura administrativa e posições privilegiadas que possui para buscar apenas benefícios próprios. Situações como estas devem ser totalmente condenadas, pois há ações tomadas de maneira equivocadas que não há nenhuma possibilidade de serem reparadas no futuro. 
Deveria ser crime um político vender uma empresa pública que é um bem de toda a sociedade sem que esta ação seja aprovada pela população.

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Do mesmo modo, deveria ser crime o governante administrar mal uma empresa pública, induzir as pessoas a pensarem que esta empresa não seja rentável para facilitar a aceitação de sua privatização.
Por se tratar de administração pública a transparência deveria ser obrigatória e sempre preservada. A falta dela deveria ser proibida e condenada por todos.

Desta maneira os espertalhões não levariam proveito e o povo não seria tão lesado.

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