Está sendo propagado nos últimos dias, através das redes sociais e outros meios de comunicação, posicionamentos de várias pessoas sobre a ocupação da vaga de ministro do Superior Tribunal Federal. Com bastante frequência as críticas são construídas e propagadas por algumas pessoas que de certa maneira demonstram insatisfação com o nome que será apreciado pelos magistrados responsáveis pela sabatina.
Em se tratando de justiça é de comum entendimento por parte de qualquer cidadão que esta é um poder dotado de muita responsabilidade e o seu funcionamento exige lisura por parte de todos envolvidos.
Também é do entendimento de todos que qualquer instância do poder judiciário não pode ser um local de barganha por parte de nenhum sujeito envolvido. Seja direta ou indiretamente. Na instituição judiciária não deve entrar nenhuma pessoa que não reúna as características e conhecimentos adequados para o bom funcionamento da instituição, levando em conta a isenção e imparcialidade.
Logicamente, e com bastante cautela, é necessário o respeito e também análise das críticas em torno do nome indicado para a ocupação do mais alto posto da justiça brasileira. De acordo com as regras vigentes em relação a ocupação do cargo de ministro do STF é necessário o notório saber jurídico e a indicação feita pelo chefe do poder executivo nacional. O segundo critério o futuro magistrado já venceu, ainda é necessário passar pelo processo árduo de sabatina junto aos senadores que em tese possuem conhecimento adequado para fazerem a avaliação e dizerem se o chamado notório saber que o candidato possui é suficiente e adequado para a ocupação da cadeira da Suprema Corte.
Após o processo de sabatina, aprovação e posse é necessário, e isso não há dúvida, que o ministro exerça a função com bastante responsabilidade e imparcialidade, como a lei exige. E assim poderá ele demonstrar que o fato de se tornar autoridade jurídica pela indicação de um amigo não faz dele um defensor parcial daquele que o indicou.
Por fim, as críticas por parte de algumas pessoas sobre o nome do novo ministro demonstra apenas posição política e até mesmo alienação e repetição da fala de alguém que não age com raciocínio lógico e demonstração de conhecimento. Alguém que não é capaz de reconhecer no outro a sua capacidade e preparação para desempenho de uma função. No passado recente, o ex-presidente da república também fez a indicação de dois ministros e isso gerou críticas do grupo opositor daquele presidente.
E isso é natural o opositor desempenhar a sua função de oposição, mas que isso seja feito com responsabilidade. O que não pode ser natural é o ministro ser empossado e a partir de seu comando trabalhar com parcialidade em favor de um grupo e em desfavor de outro.