
Recentemente foi divulgada pela imprensa pesquisa sobre a aprovação do atual governador do estado de Minas Gerais. Pelos números apresentados há demonstração de que a atual gestão vai muito bem a frente do comando estadual.
Nada contra os institutos de pesquisas que fazem os seus trabalhos dentro das regras rigorosas que a legislação exige, mas é importante muita cautela por parte de todos para que não analise os números friamente. É necessário e prudente confrontá-los com a realidade.
Nesta pesquisa, dentre outras possibilidades, o que se pode entender e concluir como algo estranho é o fato de o comandante estadual aparecer com índice elevado de aprovação pela suposta população mineira. O estado é muito grande e de repente uma ação que não se destaca em uma região pode aparecer como admirável em outra.
Também é fato que um feito voltado para uma determinada categoria tem relação mais estreita com a exaltação do responsável pela ação. E desta maneira é inegável que as estratégias utilizadas pela equipe de governo mirando ações benéficas para o povo, possivelmente ajudaram a elevar a admiração pelo chefe do executivo mineiro.
Partindo para a realidade é coerente pensar um pouco sobre como o governador alcançou o destaque relacionado a uma boa gestão.
Da mesma maneira, é interessante entender como o atual mandatário mineiro demonstrou tamanha popularidade que o levou a reeleição sem mesmo precisar de um segundo turno para a decisão final. Tudo indica que alguns fatores importantes foram decisivos para a chegada vitoriosa, tais como, investimento em publicidades contundentes e falta de um concorrente competitivo que conseguisse levar sua mensagem ao povo em cada canto do território mineiro.
O governador, mesmo não praticando nenhuma ação extraordinária voltada para população mineira em seu primeiro mandato conseguiu se manter no poder para mais quatro anos. E agora com um ano de seu segundo mandato sua aprovação, segundo pesquisas, é daquelas mais atraentes e desejáveis em sem tratando da busca e permaneça no poder político.
Ariano Suassuna disse que de acordo com um inteligentíssimo ex-ministro inglês há três tipos de mentiras: a comum, a deslavada e a estatística. Não sei explicar direitinho o que o nobre escritor quis dizer com isso, mas estou pesquisando para me inteirar melhor sobre estas classificações e entender se há alguma relação entre a gestão do governo de Romeu Zema e os números que o coloca como excelente.