
Mais um ano se passou com a gestão do governador do Novo e junto dela o seu discurso de que faz o melhor para Minas e que tem boa relação com todos, principalmente com o poder legislativo. O discurso adotado pelo atual mandatário demonstra para o povo que isso não passa de estratégias políticas para permanecer no poder.
Desde o início de seu comando no governo a sua principal ideia era a de que iria aprovar o regime de recuperação fiscal e trabalhar para colocar o estado nos trilhos, como ele ama dizer. Apesar de que dependendo do lugar em que o governador se encontra e de sua conveniência Minas pode estar ou não nos trilhos.
O que está visível é que durante estes cinco anos de gestão nada de extraordinário apareceu em favor do povo mineiro e pelo que tudo indica não vai aparecer.
A sua fama de bom administrador ainda não foi provada durante seu comando a frente do poder executivo. O destaque para este cinco anos de poder resume em críticas ligadas ao seu antecessor onde sempre o culpou pela atual situação de seu governo.
Em relação a sua liderança em convencer a assembleia legislativa para cumprir as suas ordens está provado que ele é também incapaz. Mesmo tendo neste último ano a maioria dos deputados em sua base, o governador não conseguiu até o momento promover junto ao poder legislativo nenhum debate sobre questões de grande relevância para o povo mineiro. Também não conseguiu a aprovação do RRF, nem resolver a questão da dívida do estado junto ao governo federal. Por demonstrar pouca capacidade de gestão sobrou até espaço para um grupo de deputados que não são de sua base de governo encontrar caminho para a negociação do débito.
Com isso, a situação de Romeu Zema não ficou boa, pois está tendo de aplaudir os deputados de oposição que estão a frente de propostas coerentes para a solução da dívida do estado. E junto a estes deputados está a liderança do senador e presidente do congresso nacional
Politicamente, infelizmente cabe ao governador bater palmas para seus adversários e possíveis adversários. Ele demonstrou incapacidade em resolver questões que em tese para um governador de um estado como Minas Gerais seria fácil e prático se existisse vontade e liderança política.