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Vaidade

Colunista Júlio Couto

Por: Redação
18/01/2024 às 11h38
Vaidade
Júlio Couto é professor na rede pública do estado de Minas Gerais. Graduado em Letras pela PUC Minas.

Em uma democracia o poder emana do povo, a administração de qualquer governo deve ser totalmente voltada para o coletivo, principalmente no estabelecimento de diálogo entre as pessoas.

Por se tratar de uma organização coletiva entende-se que é necessário a qualquer governante ou ocupante de cargo público procurar o entendimento para uma melhor eficiência e governabilidade.

A interação deve acontecer de maneira permanente e contínua, independente do grau de aceitação ou intimidade existentes entre as autoridades envolvidas.

Seguindo esta linha de raciocínio, que por sinal ainda é a mais coerente, é justo e indispensável a qualquer sujeito à frente de cargos ligados a coletividade deixar de lado as questões pessoais e focar naquilo que de fato atenda o bem-estar das pessoas. 

O chefe do governo mineiro parece que ainda não sabe ou não entendeu o tamanho da importância de uma boa comunicação junto à presidência da República. Talvez a sua vaidade e desejo pessoal não o permitiu a interação com a equipe responsável por gerir os mandos do governo federal.

Mesmo sabendo que o estado de Minas Gerais está todo atrapalhado em relação à dívida com a União o atual governador mineiro não aproveitou algumas das oportunidades de demonstrar a sua alta capacidade em administração. Deveria ele, diante da imprensa e da sociedade manifestar o seu empenho em busca da solução para o impasse que iniciou-se há anos, agigantou-se nos últimos cinco anos e cada de dia se complica mais.

No dia 8 deste mês o governador teve uma enorme oportunidade em provar que é um agente público que não governa segundo seus desejos e promoção pessoal. O ato simbólico de 8 de janeiro foi pensado com o envolvimento de todas as autoridades políticas, independente de qual posição ou corrente política, seja direita, centro ou esquerda. O que estava em jogo naquele momento era a afirmação da democracia que esta não pode jamais ser ferida por qualquer que seja.

O governador mineiro mais uma vez se atrapalhou em relação a sua presença na cerimônia, pois quando recebeu o convite ele sabia da magnitude do evento. Ora não decidia se participaria ora confirmava sua aparição.  

Por fim, a sua presença no evento era um momento oportuno de demonstrar que ele é um governante defensor da democracia e que estava aproveitando aquele momento para demonstrar para todos que apesar de pertencer uma corrente política diferente daquela do governo federal sua atenção com as questões coletivas se comungavam.

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AdrianoRBCHá 2 anos Itabira MGE sobre Zema eu nem gosto muito dele mas lembro de uma entrevista do Lula em que eu nao consigo dizer as palavras corretas que disse mas ele disse que Zema iria se arrepender ou seja ficou com raiva do cara por isso nao abriria dialogo com ele iria tentar vingança foi isso que eu interpretei da fala dele!
AdrianoRBCHá 2 anos Itabira MGPROXIMA----Por que os arruaceiros e depredadores não foram presos no ato? Foram prender os transeuntes e acampados no dia seguinte em frente ao quartel. Faz sentido isso? É claro que existirão conversas gravadas e bilhetinhos de tudo que é tipo defendendo um golpe. Mas seriam provas de uma verdadeira conspiração? Uma ameaça à democracia? As ameaças à democracia assumem formas muito mais sofisticadas hoje em dia, e sabemos muito bem quais são.
AdrianoRBCHá 2 anos Itabira MGSEQUENCIA 4---- Como sabiam que os manifestantes não estariam armados, as circunstâncias seriam favoraveis a deixar, e quem sabe até desejar, que baderneiros fizessem o trabalho sujo. Jogaram muito bem, venceram, e agora contam a sua história, nem sempre a que verdadeiramente ocorreu. Teria o ex-presidente, que se evadira do país, condições de comandar uma tomada de poder? Sem armas? Sem comando, através de arruaças e depredações?
AdrianoRBCHá 2 anos Itabira MGSEQUENCIA 3----O governo foi informado e inexplicavelmente não tomou as providências necessárias. Por que? Teriam visto uma oportunidade de consolidar a imagem de guerreiro pela democracia do recem eleito presidente da República? Teriam visto uma oportunidade de preparar uma armadilha para um ex-presidente que se encontrava no exterior?
AdrianoRBCHá 2 anos Itabira MGSEQUENCIA 2-----Até aqui, nada que comprometa o processo democrático. A questão é passar da imaginação aos atos. No dia 8 de janeiro o país amanheceu com relatórios das agências de informação sobre uma passeata até a Praça dos Três Poderes. Sabemos como passeatas degringolam, frequentemente e propositadamente por arruaceiros profissionais em depredação e violência. (Lembram as invasões do Congresso Nacional em 2006, as depredações ocorridas, e também em 2013?)
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