Em uma democracia o poder emana do povo, a administração de qualquer governo deve ser totalmente voltada para o coletivo, principalmente no estabelecimento de diálogo entre as pessoas.
Por se tratar de uma organização coletiva entende-se que é necessário a qualquer governante ou ocupante de cargo público procurar o entendimento para uma melhor eficiência e governabilidade.
A interação deve acontecer de maneira permanente e contínua, independente do grau de aceitação ou intimidade existentes entre as autoridades envolvidas.
Seguindo esta linha de raciocínio, que por sinal ainda é a mais coerente, é justo e indispensável a qualquer sujeito à frente de cargos ligados a coletividade deixar de lado as questões pessoais e focar naquilo que de fato atenda o bem-estar das pessoas.
O chefe do governo mineiro parece que ainda não sabe ou não entendeu o tamanho da importância de uma boa comunicação junto à presidência da República. Talvez a sua vaidade e desejo pessoal não o permitiu a interação com a equipe responsável por gerir os mandos do governo federal.
Mesmo sabendo que o estado de Minas Gerais está todo atrapalhado em relação à dívida com a União o atual governador mineiro não aproveitou algumas das oportunidades de demonstrar a sua alta capacidade em administração. Deveria ele, diante da imprensa e da sociedade manifestar o seu empenho em busca da solução para o impasse que iniciou-se há anos, agigantou-se nos últimos cinco anos e cada de dia se complica mais.
No dia 8 deste mês o governador teve uma enorme oportunidade em provar que é um agente público que não governa segundo seus desejos e promoção pessoal. O ato simbólico de 8 de janeiro foi pensado com o envolvimento de todas as autoridades políticas, independente de qual posição ou corrente política, seja direita, centro ou esquerda. O que estava em jogo naquele momento era a afirmação da democracia que esta não pode jamais ser ferida por qualquer que seja.
O governador mineiro mais uma vez se atrapalhou em relação a sua presença na cerimônia, pois quando recebeu o convite ele sabia da magnitude do evento. Ora não decidia se participaria ora confirmava sua aparição.
Por fim, a sua presença no evento era um momento oportuno de demonstrar que ele é um governante defensor da democracia e que estava aproveitando aquele momento para demonstrar para todos que apesar de pertencer uma corrente política diferente daquela do governo federal sua atenção com as questões coletivas se comungavam.