
Recentemente o governo federal revelou que para atingir uma meta estabelecida de governabilidade, no orçamento deste ano será feito alguns cortes em relação ao montante de investimentos em algumas áreas, tais como, Saúde, Desenvolvimento Social, Previdência e Educação. Na educação o impacto vai atingir diretamente alguns programas ligados às nossas universidades públicas.
É compreensível que os gastos não podem superar as receitas, seja eles em qualquer nível de administração. A estratégia da boa administração provoca eficiência até mesmo quando o recurso disponível demonstra pequeno diante dos compromissos.
O que demonstra muita estranheza é a incoerência por parte de alguns políticos pertencentes a qualquer que seja a corrente e ideologia seguida. Estes sujeitos afinam o discurso em torno de elogios ou críticas a um determinado assunto e assim que mudam de posição em relação ao poder a sua defesa normalmente é invertida.
O corte no orçamento para este ano, anunciado pelo governo provocou o aparecimento de um senador pelo estado de Minas Gerais que até então não aparecia tanto, principalmente em defesa dos bens públicos. Também não mostrou nada de extraordinário durante a meia década a frente de um cargo público. A redução do recurso para as universidades despertou nele o posicionamento voltado para a crítica que outrora não havia.
Este parlamentar durante a metade de seu cargo de senador era parte fiel ao governo que acabou há pouco mais de um ano. A sua aparição foi para demonstrar reprovação e crítica à previsão de corte de recursos para as universidades federais. De acordo com o parlamentar é inadmissível retirar recursos das universidades federais.
O posicionamento do senador é totalmente correto, pois dedicar recursos para a educação não é gasto e sim investimento. É fato que a Educação é a base justa e sólida para qualquer sociedade que busca e presa pelo futuro promissor de sua nação.
No mandato do último governo foram anunciados, também, cortes no setor educacional e a redução foi bem maior em relação a previsão para 2024. Naquela oportunidade o senador que hoje faz crítica aos cortes atuais já estava no poder e não teve o mesmo posicionamento que hoje tem. Naquela oportunidade o nobre e capaz senador não fez as mesmas críticas que faz atualmente. Estas críticas não foram demonstradas será por quê?
Da mesma maneira cabe indagações aos membros do atual governo que sempre fizeram críticas sobre fazer cortes na área educacional, mas agora que estão no poder conseguem argumentos para tal feito e não se opõem a contenção. Qual seria a explicação a qual os políticos da base do governo fazem jus e não criticarem tanto a redução de dinheiro para os programas ligados às universidades federais do nosso país?
Para tais perguntas cabem respostas aparentemente óbvias, mas é prudente a todos um pouco de reflexão e entenderem que o meio político trata-se um local muito complexo e que há momentos perfeitos para se projetar e outros ideais para se camuflar.
Por fim, para quem acompanha de perto os discursos e posicionamentos feitos por políticos percebe que em sua grande maioria não passa de utopia. Salvo aqueles políticos que realmente têm postura, independente de quem estar no poder.