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Atestado de incompetência
Colunista Júlio Couto
25/03/2024 07h41
Por: Redação
Júlio Couto é professor na rede pública do estado de Minas Gerais. Graduado em Letras pela PUC Minas.

Em nosso país, é moda, por parte de autoridades eleitas pelo povo para comandarem os cargos no poder executivo, distorcerem da postura que deveriam ter ou tomarem estando a frente do comando. É muito comum o governante estando  em poder do cargo, adotar um discurso totalmente voltado para a desculpa e acusação direcionadas ao seu antecessor ou adversário direto na disputa pelo poder.

Na lógica e de fato o que a população espera é que aquele que está no comando coloque em prática a execução de planos em favor do bem-estar de todos. A prática de ataque ao oponente serve muito mais com atestado de incompetência do governante do que a demostração do quanto é complexo estar a frente de um cargo de tamanha grandeza e importância para a vidas das pessoas, como de fato são os cargos do poder executivo.

As pessoas, de modo geral, esperam de um governante são ações e não desculpas, pois entendem que o momento de críticas e estratégias voltadas para diminuir as qualidades do adversário devem acontecer, caso julgue necessário, é no momento que antecede a eleição. 

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Em tese, quem busca concorrer um cargo no poder executivo, certamente que deveria ter o preparo para estar a frente do cargo, que tenha um mínimo de conhecimento sobre toda a máquina pública e principalmente aos problemas sociais. Deve ele também, saber quais recursos disponíveis e possíveis existem para a sua administração. E desta maneira partir para a resolução de prioridades relacionadas diretamente com a vida das pessoas.

É necessário ao governante que a partir de sua posse, e isso vale como estratégia para minar seu concorrente, esquecer o nome de seu antecessor e demonstrar o mínimo daquilo que foi externado aos eleitores no decorrer da campanha eleitoral.
Neste sentido, a maioria do eleitorado já deixou claro que sua reeleição não é benéfica e por esse motivo a troca foi feita. Cabe agora o perdedor respeitar o resultado das urnas e procurar se preparar para a próxima disputa, caso isso seja o desejo.

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Ao vencedor, cabe ocupar o cargo, realizar as ações propostas durante o período de campanha, fazer um governo diferente de seu antecessor e desta maneira esperar a avaliação dos eleitores na próxima eleição. 
O ataque ao oponente serve muito mais de campanha contra si e também ajuda diretamente a fortalecer grupos adversários na corrida pela busca de poder.

Por fim, os discursos inflamados realizados por qualquer que seja o chefe do poder não acrescentam em nada na vida das pessoas que esperam do comandante ações voltadas para melhores condições de vida e não se ele ataca bem o seu concorrente. É necessário que todos envolvidos na disputa de cargos políticos entendam que há momento de disputar os cargos e outros momentos de governar em favor do bem comum.