Aconteceu na terça-feira 02 de abril em Santa Maria de Itabira, uma passeata pela conscientização sobre o Autismo, o objetivo é chamar a atenção da população sobre as características do TEA (Transtorno do Espectro Autista), afim de evitar situações de preconceito além de manter a população informada e capaz de ajudar aos autistas e suas famílias.
O evento foi organizado pela Apae e Associação para Autismo de Santa Maria de Itabira AASMI, participaram da caminhada as escolas estadual Agenor Guerra, Doutor Costa e Trajano Procópio, também participaram o Espaço Pedagógico Novo Mundo e o CMEI Dona Bia.
A caminhada saiu da praça da igreja Matriz Nossa Senhora do Rosário, e percorreu a rua Casemiro Andrade, retornando no Banco do Brasil até a quadra SMEC.
"O objetivo é conscientizar a nossa população a respeito do autismo, o número de autistas da nossa cidade aumentou com os diagnósticos que tem sido oferecido ajuda do projeto Estimular e Crescer. O projeto tem realizado gratuitamente o tratamento dos autista e a Associação é mais um apoio para as crianças e famílias, a passeata foi uma forma de mostrar que precisamos de ajuda, empatia e respeito durante todo o ano, não só no mês de abril", disse a presidente da Associação para Autismo de Santa Maria de Itabira, Renata Tomaz.
Desde 2022 a câmara municipal de Santa Maria de Itabira aprovou uma lei que cria a Carteira de Identificação da Pessoa do autista e pessoa com fibromialgia. O documento foi proposto pelo vereador, Jair da Saúde, sendo aprovado por todos os vereadores.
“Com a carteirinha, o autista consegue agilizar atendimentos, diminuindo a burocracia, bem como o acesso às instituições administrativas públicas e privadas, evitando o constrangimento e a demora no atendimento, além do desgaste psicológico, haja vista que o autismo não é fácil ser identificado por quem não tenha um contato direto, pois é comum que restaurantes, shoppings e cinemas, por exemplo, não os reconheçam na condição de pessoas com Transtorno do Espectro Autista e a carteira facilita o atendimento a estas pessoas”, disse Jair Lage, autor do projeto na época
Com a carteira, a pessoa diagnosticada conta com atendimento preferencial em órgãos da administração pública direta e indireta, bem como nas instituições de caráter privado. Ela é expedida de forma gratuita pela Secretaria Municipal de Saúde mediante relatório médico e será devidamente numerada. A carteirinha tem validade de cinco anos devendo ser revalidada pelo mesmo período.