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Colunista Júlio Couto
26/06/2024 21h33
Por: Redação
Júlio Couto é professor na rede pública do estado de Minas Gerais. Graduado em Letras pela PUC Minas.

No Brasil, creio que no restante do mundo, as regras ligadas à organização em torno do funcionamento das licitudes e ilicitudes não são colocadas e discutidas pela sociedade de modo geral. As decisões em sua maioria ficam a cargo de pessoas que nem sempre têm o preparo e conhecimento ligados ao assunto.

Quem elaboram a legislação ligada, por exemplo, a pobreza não é o pobre. Sobre assuntos ligados ao corpo da mulher são homens em sua maioria que escrevem as regras. Nem sempre as pessoas que estão diretamente envolvidas ao tema são consultadas. 

Normalmente quem aborda, elabora, discute e criam as leis em torno de assunto de muita relevância para a sociedade são os cidadãos que por alguma razão estão diante do poder político, no qual não há nenhuma garantia sobre a sua preparação e idoneidade. 

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Muitos daqueles que detêm o poder aproveitam da oportunidade para ganhar holofotes, ficarem bem com o eleitorado e se manterem no poder. Utilizam dos espaços privilegiados que têm para se promoverem a cada dia, mas que na verdade desconhecem a realidade ligada ao fato em si.

É necessário o entendimento por parte de todos, principalmente daqueles que estão à frente de cargos políticos, que em se tratando de política é necessário a organização em torno da população de maneira geral e não de um grupo próximo ao governante.

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Também é necessário clareza por parte do político que há assunto que ele como cidadão pode julgar correto ou ao contrário, mas quando se pensa em Estado, o coerente é que ele consiga construir seu pensamento levando em conta a população, principalmente aquelas pessoas com maior vulnerabilidade em torno do tema. Na elaboração de leis, execução e julgamento não deve ser considerado apenas o pensamento dos responsáveis por essas ações. No momento de elaboração de qualquer que seja a legislação o político precisa se organizar como estado e não como torcedor de suas próprias convicções.