No início do século XX, Santa Maria de Itabira permanecia pobre, sem conseguir desenhar suas perspectivas, apesar de alguns avanços. A cidade tinha um forte anseio político de se transformar em município, para caminhar com os próprios pés e ganhar liberdade para decidir o que mais convinha à sua comunidade.
Possivelmente, o decreto-lei federal de 17 de dezembro de 1938, que simplificou o nome do Distrito Itabirano de Nossa Senhora de Santa Maria do Itabira para Santa Maria de Itabira, tenha acelerado o processo de emancipação.
Nesse momento, um grupo de santamarienses já se mobilizava, buscando a emancipação política da cidade. Entre os membros da comissão que lideraram o movimento, estavam José Inocêncio da Costa Júnior, Francisco Samuel da Costa Lage, Ernesto Procópio Duarte, Agenor Custódio Martins Guerra, José Mariano Pires, João Batista Carneiro Pires, Sávio Moreira Guerra e Alberto Sampaio.
O decreto-lei foi assinado no dia 31 de dezembro de 1943 e publicado no jornal “Minas Gerais” no dia 1º de janeiro de 1944, um sábado. Devido às dificuldades dos meios de transporte, o jornal demorou a chegar ao novo município. A tão esperada notícia chegou via telegrama no mesmo dia 1º de janeiro, enviada por Camilo de Faria Alvim, membro do Conselho Administrativo do Estado, para José Inocêncio da Costa Júnior.
Festa na nova cidade! Santa Maria de Itabira virou município! No Salão do Grupo Escolar “Trajano Procópio”, organizou-se uma reunião solene, no mesmo dia, às 15 horas, para efetivar a emancipação política de Santa Maria. A sessão foi presidida pelo juiz de paz da cidade, Sebastião de Alvarenga Bretas, que, após decretar o novo município, concluiu seu discurso oficial com palavras de esperança e orgulho.
A ata de inauguração do município foi assinada por todos os membros da comissão, incluindo Sebastião de Alvarenga Bretas, Padre Estevam Afonso Maria Viparelli, José Dias de Oliveira e José da Silva Braga.
O município foi crescendo devagar, sem grandes evoluções até a década de 1920. Em maio de 1920, Santa Maria passou a contar com serviço de telégrafo e água canalizada, ainda que precários. O calçamento dos passeios, e mais tarde das ruas, foi realizado nesta década, quando o coronel Antônio Linhares Guerra era prefeito de Itabira. As ruas do Rosário e Padre José Martins foram as primeiras a serem calçadas com pedras poliedras, apelidadas de “pé-de-moleque”.
Em 1951, durante a gestão de Sávio Moreira Guerra, foi construída uma solução razoável para o abastecimento de água, com a construção de um reservatório de 60 mil litros. A energia elétrica, embora existente, era extremamente deficiente até 1967, quando Santa Maria passou a ser bem iluminada pela Cemig, e a água passou a ser tratada e distribuída pela Copasa.
No dia 5 de janeiro de 1944, José Inocêncio da Costa Júnior foi nomeado pelo Governo do Estado como o primeiro prefeito de Santa Maria de Itabira, tomando posse no dia 11 de janeiro. Entre 1944 e 1947, Santa Maria de Itabira passou por uma sucessão de intendentes nomeados pelo governo devido à confusa situação política do país no período final da Ditadura Vargas. Os intendentes foram:
Na eleição de 23 de novembro de 1947, foi eleito o primeiro prefeito de Santa Maria de Itabira. Desde então, os prefeitos que governaram a cidade foram:
Em 2025, Santa Maria de Itabira terá um novo líder à frente da administração municipal. As eleições de 2024, que acontecerão no dia 06 de outubro, irão decidir entre os candidatos André, Rodrigo, ou Vicente Umberto. Cada um deles apresenta propostas distintas para o futuro da cidade, e o resultado desta eleição determinará o próximo capítulo na história política de Santa Maria de Itabira. Será um momento crucial para os eleitores, que terão a oportunidade de escolher o caminho que desejam para o desenvolvimento da cidade nos próximos quatro anos.