
Um torcedor do Atlético foi encaminhado em estado gravíssimo ao Hospital de Pronto-Socorro João XXIII após ser esfaqueado por um flamenguista durante uma briga na manhã deste domingo (10/11) em Ribeirão das Neves, na Grande BH. A confusão foi registrada na avenida Dionísio Gomes, no bairro Veneza.
A Polícia Militar foi acionada para apurar uma confusão entre as duas torcidas, com agressões entre os torcedores. A corporação, no entanto, não conseguiu prender nenhum envolvido até a publicação desta matéria.
No momento havia homens com as camisas dos dois times. O homem que segurava uma faca não usava uniformes de nenhum dos dois clubbes, apenas uma camisa azul.
Informações indicam que o torcedor ferido foi esfaqueado na região da axila. O estado é gravíssimo.
Violência travestida de paixão nos estádios de Minas Gerais
Os estádios e as ruas de Minas Gerais, que deveriam ser cenários de festa, emoção e paixão pelo futebol, vêm se tornando palco de brutalidade e violência protagonizada por indivíduos que se dizem torcedores, mas que, na verdade, estão longe de representar o espírito esportivo. O incidente recente em Ribeirão das Neves, onde um torcedor do Atlético foi esfaqueado por um suposto flamenguista durante um confronto, expõe mais uma vez a face perversa do fanatismo cego e das gangues disfarçadas de torcida.
Esses indivíduos aproveitam os dias de jogos para promover o caos, atacando rivais e espalhando o terror. Não são raros os relatos de vandalismo, agressões e atos covardes contra torcedores, como o caso de uma mulher vestindo uma camisa da Galoucura que foi violentamente atacada por integrantes da Máfia Azul na região do Barreiro, em Belo Horizonte. Esses atos não representam a verdadeira torcida, mas sim um desvio criminoso que precisa ser combatido com rigor.
A Polícia Militar e as forças de segurança têm feito um trabalho ostensivo e incansável para conter esses criminosos. Mesmo assim, as medidas atuais se mostram insuficientes diante da reincidência desses episódios. É necessário que se adotem punições mais severas para aqueles que mancham o esporte com sua violência, para que as famílias e os verdadeiros torcedores possam voltar a assistir aos jogos em paz, sem o risco de serem alvo de agressões.
O futebol é uma paixão brasileira, uma tradição que une e emociona. Mas a cultura de violência que cerca algumas torcidas organizadas precisa ser enfrentada com a mesma intensidade com que se combate outros tipos de crime. Torcer não é ferir; celebrar o futebol não é destruir o que o esporte representa. É hora de dizer basta à violência disfarçada de paixão.