
A Polícia Civil prendeu nesta segunda-feira (2) Rogério dos Santos, de 32 anos, principal suspeito de matar a facadas a ex-companheira, Élida Renata Benedito de Oliveira Abreu, de 39 anos, em Guariba (SP). O crime aconteceu em 10 de novembro, e, desde então, o suspeito não havia sido localizado.
As buscas começaram após o Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) decretar a prisão temporária de Rogério, informação confirmada quatro dias depois da morte de Élida.
Nesta segunda, o suspeito foi encontrado e preso em Planura (MG), e será transferido para Guariba.
Até a publicação desta matéria, a defesa do suspeito não havia se manifestado.
Agressões e ameaças de morte
Dias antes de ser encontrada morta, Élida prestou queixa por violência doméstica na polícia e mencionou ao filho uma ameaça de morte, segundo o delegado que investiga o caso, Reginaldo Felix.
De acordo com o delegado, foram ao menos cinco boletins de ocorrência por violência doméstica, além de uma medida protetiva, que a vítima tinha contra Rogério dos Santos, de 32 anos, principal suspeito do feminicídio, em meio a um relacionamento conturbado, marcado por brigas e reconciliações. O último registro foi feito no dia 5 de novembro.
"Ele a ameaçava, agredia ela fisicamente, depois ela voltava atrás e permitia que ele voltasse a morar junto com ela e as ameaças iam se reiterando", diz.
Além disso, segundo Felix, um filho da vítima relatou que três dias antes do crime a mãe reclamou que ela tinha sido ameaçada de morte pelo suspeito.
"O filho inclusive foi ouvido, diz que a última vez que ele teve contato com a mãe foi no dia 7 de novembro. A mãe reclamou pra ele que novamente tinha sido ameaçada de morte pelo suspeito, então já era recorrente essa relação conturbada entre os dois."
Morta a facadas
O crime aconteceu na casa da vítima. Avisados por vizinhos, que ouviram gritos da vítima, policiais militares foram ao local por volta das 6h de domingo (10).
Élida morreu no local, e a perícia constatou que ela foi golpeada pelo menos 22 vezes, a maioria nas costas, mas também na garganta, na mão e no rosto.
De acordo com Felix, a polícia apurou ainda que uma terceira pessoa - uma testemunha não identificada pelas autoridades - estava na casa no momento das agressões e também foi agredida por tentar proteger Élida, mas sobreviveu depois de fugir do agressor.
No local, a perícia levantou indícios que levantam a suspeita de que Rogério havia voltado a morar com a mulher e que ela foi morta enquanto dormia.
O suspeito não foi encontrado pelas autoridades até a última atualização desta reportagem, assim como a arma usada no crime. O g1 tenta contato com a defesa de Rogério.