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Resultado inverídico

Ainda que não pareça a escolarização não é sinônimo de conhecimento

Por: Redação
11/12/2024 às 19h36
Resultado inverídico
Júlio Couto é professor na rede pública do estado de Minas Gerais. Graduado em Letras pela PUC Minas.

O ano escolar está preste a ser encerrado e neste momento muitos envolvidos no processo de ensino-aprendizagem mais uma vez se frustram devido a não seriedade sobre as regras em que educação está submetida. A educação não é valorizada pelos governantes e ainda sim ela é utilizada por uma grande parcela deles como ferramenta de promoção e ganho político.

Chega a ser decepcionante como o sistema educacional é dirigido por parte do governo. A cada dia nota-se estratégias ligadas ao sucateamento do sistema de ensino no Brasil.

É muito frustrante para aqueles que têm o dom para lecionar e vivem deste dom com o objetivo de levar os educandos a construir o conhecimento de maneira organizada, presenciar o descaso por parte de quem dita as regras sobre o funcionamento da educação.

Em linhas gerais é exigido o resultado e nem sempre há preocupação com o processo em torno da construção do conhecimento. Não há de fato a atenção focada no desenvolvimento do estudante durante a sua vida escolar. O resultado exposto pelos governantes não revela a verdade sobre o conhecimento internalizado e muito menos a capacidade que cada estudante tem ou não. Muitos alunos acabam perdendo o interesse em desenvolverem suas habilidades de aprendizagem, pois já sabem que dificilmente terão no final um resultado negativo em relação a sua aprovação.

É fato que de maneira geral no sistema educacional brasileiro não há uma organização estrutural em torno de todo o seu mecanismo de funcionamento. Está aquém o investimento de modo adequado à grandeza que a educação significa para qualquer nação. É demonstrado bastante incoerência em relação aos discursos as vezes proferidos em torno de uma educação de qualidade que de fato seja emancipadora na vida das pessoas.

A incoerência também é praticada por parte do governo quando ao mesmo tempo que os educadores são cobrados insistentemente pelos resultados é exigido pouco dos estudantes para que eles construam o conhecimento coerente e condizente com a realidade em que o mundo competitivo exige.

Desta maneira, o sistema induz o aluno a concluir que a aprovação é mais importante em relação a construção do conhecimento. E que a nota final será conquistada por ele quase que independente de seu esforço na aprendizagem. O risco que o país corre no futuro é o de ser organizado por monopólio do conhecimento e a grande massa ficar submetida a manipulação constante.

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Júlio Couto é professor na rede pública do estado de Minas Gerais.
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