Colunista Júlio Couto Colunista
Período da colheita
Uma nova legislatura municipal está sendo iniciada.
02/01/2025 07h22 Atualizada há 1 ano
Por: Redação
Júlio Couto é professor na rede pública do estado de Minas Gerais. Graduado em Letras pela PUC Minas.

A partir de agora serão iniciados os mandatos de prefeitos e vereadores eleitos no último pleito. Com a manutenção de alguns políticos no cargo e a renovação de outros para os próximos quatro anos, a expectativa para o povo é que todos possam usufruir de boas administrações que serão feitas por esses novos responsáveis pelas gestões municipais.

O período de escolha de gestores e camaristas municipais já aconteceu e agora resta ao povo acompanhar os trabalhos a serem realizados pelos representantes dos dois poderes. A decisão de delegar poder aos novos prefeitos e vereadores partiu do voto de cada eleitor que por algum motivo depositou nas urnas a sua decisão, decisão esta que envolverá toda a sociedade pelo próximo quadriênio. Caso a escolha não tenha sido a mais acertada o risco é maior da administração não atender de fato o bem estar das pessoas.   

O fato de o eleitor julgar ter feito a melhor escolha nas urnas e a sua escolha coincidir com a preferência da maioria do eleitorado também não é garantia de um governo eficiente que realmente atenda os anseios da sociedade, pois em política não se fala em matemática exata e sim de um jogo de muita complexidade entre aliados e oposição.

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Neste sentido, acontece de o candidato ter feito boa administração e ter sido odiado pelas pessoas no decorrer da campanha eleitoral. A exclusão muitas vezes não aconteceu pelo reflexo de uma má administração e sim por influência de comando de outra instituição. O inverso também pode acontecer quando o candidato possui predicativos inadequados para estar à frente de cargos públicos e mesmo assim ele consegue apoio, mas isso pela influência que alguns líderes ligados a instituição diferente da instituição política.

O coerente por parte dos eleitores seria o reconhecimento do candidato pela sua capacidade em questões ligadas ao cuidado com o bem público e a capacidade de legislar ou governar. Ações que são diferentes em relação a condução do cargo.

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E nesta linha de raciocínio, a possibilidade de muitos políticos ocuparem e permanecerem em cargos nos quais eles são incapazes de conduzirem se torna cada vez mais realidade.