Cidades SINO DE IGREJA
Justiça determina que igreja do interior de Minas Gerais pare de tocar o sino de madrugada
Morador de Rio Espera, vizinho da paróquia, acionou o Judiciário contra as badaladas. Igreja afirmou que vai suspender o funcionamento do sino até que o processo termine de tramitar.
07/02/2025 07h05
Por: Redação
Paróquia Nossa Senhora da Piedade, em Rio Espera (MG) — Foto: Reprodução/Google Street View

Uma decisão da Justiça determinou que uma igreja em Rio Espera, na Zona da Mata, em Minas Gerais, deva parar de tocar o sino durante a madrugada. A juíza atendeu parcialmente ao pedido de um vizinho que reclamou do barulho.

O morador, um dentista que vive ao lado da paróquia, disse que o sino toca várias vezes ao longo do dia, inclusive de madrugada, atrapalhando o descanso da família e descumprindo as leis de silêncio.

Ele afirmou que já havia combinado com o padre um horário mais restrito para as badaladas, mas que o acordo não estava sendo seguido. Por isso, pediu à Justiça que o sino fosse tocado somente entre 7h e 19h.

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A juíza da 4ª Vara Cível da Comarca de Conselheiro Lafaiete analisou o caso e concedeu uma decisão liminar (temporária), parcialmente favorável a ele. Ela determinou que o sino não tocasse mais entre 0h30 e 4h15, conforme acordo entre o morador e o padre.

Em nota divulgada à comunidade e à imprensa, a Paróquia informou que vai suspender o sino do relógio até que o processo termine de tramitar.

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    "É importante esclarecer que, desde quando me tornei pároco [em 2020], tenho tentado conciliar o funcionamento do relógio com o respeito às leis de silêncio e fiz inúmeras tentativas (a partir de 2021) com equipamentos para manter seu funcionamento diário e evitar seus badalos a noite e madrugada", disse o padre responsável, em nota.

A paróquia ainda ressaltou que se trata de "um relógio centenário, com uma mecânica complexa, sendo um trabalho atípico com a mistura de digital, elétrica e mecânica".

A decisão destacou que descumprir esse acordo pode prejudicar a qualidade de vida da família, que tem duas crianças.

Por outro lado, a Justiça não aceitou a solicitação do vizinho de somente permitir as badaladas entre 7h e 19h.

O processo segue em tramitação e ainda cabe recurso da decisão.