Polícia Indiciado pela PCMG
Médico mastologista é denunciado por crimes sexuais contra 15 vítimas em Itabira e de Barão de Cocais
O médico de 46 anos foi preso após investigações da Polícia Civil; entre as vítimas estão pacientes e funcionárias do hospital onde ele atuava.
17/02/2025 16h21 Atualizada há 1 ano
Por: Helton Santos
O mastologista Danilo Costa — Foto: Reprodução

Um médico mastologista de 46 anos, identificado como Danilo Costa, foi denunciado por 15 vítimas, incluindo nove pacientes e seis funcionárias do hospital onde trabalhava, as vítimas são dos municípios de Itabira e Barão de Cocais, na região Central de Minas Gerais. O suspeito foi preso no último dia 4 de fevereiro e indiciado por crimes como estupro, assédio sexual, violação sexual mediante fraude e importunação sexual, após investigações coordenadas pela Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG).

A apuração teve início após uma mulher denunciar que foi estuprada durante uma consulta com o Dr. Danilo Costa em uma unidade hospitalar de Itabira. De acordo com a vítima, ela foi agredida e violentada assim que entrou no consultório. A denúncia desencadeou novas investigações, nas quais foram ouvidas outras vítimas, além de colegas de trabalho do médico e funcionários do hospital.

O delegado João Martins Teixeira, responsável pelo caso, relatou que as investigações revelaram um padrão entre as vítimas: todas eram extremamente vulneráveis, seja por questões de saúde, como doenças, ou por conflitos familiares. “Conseguimos perceber um padrão nas vítimas. Elas estavam em situações de fragilidade, o que facilitava o comportamento criminoso do médico”, afirmou.

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Em um dos casos investigados, ocorrido em 24 de janeiro deste ano, um exame pericial constatou a presença de PSA (antígeno prostático específico) no corpo de uma das vítimas. Esse achado indicou que o material colhido durante o ato era de um homem vasectomizado, procedimento cirúrgico realizado anteriormente pelo suspeito, o que fortaleceu as suspeitas da polícia.

As investigações continuam e a Polícia Civil permanece alerta, aberta a novas denúncias. Caso mais vítimas sejam identificadas, um novo inquérito será instaurado. Durante seu depoimento, o médico optou por permanecer em silêncio.

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A Polícia Civil pede para que, caso alguém tenha sido vítima do médico ou saiba de outros casos, se manifeste para colaborar com as investigações.