Polícia FEMENICÍDIO
Mulher Grávida Morre após pular de carro em movimento para fugir de agressões do marido em Caratinga
Luciene Teixeira, de 38 anos, foi esfaqueada pelo companheiro e não resistiu aos ferimentos, mesmo após cesariana de emergência. O marido foi preso em flagrante por feminicídio.
17/02/2025 22h54
Por: Redação
Grávida de oito meses, Luciene Teixeira pulou de carro em movimento para escapar de agressões do companheiro em Caratinga. — Foto: Redes sociais

Uma mulher grávida de oito meses foi morta pelo marido na madrugada dessa segunda-feira (17), em Caratinga, no Leste de Minas Gerais. Luciene Teixeira, de 38 anos, foi agredida com diversas facadas após assumir uma traição. Ela foi encaminhada ao hospital, onde foi submetida a uma cesariana de emergência. O bebê sobreviveu, porém Luciene não resistiu aos ferimentos e morreu.

De acordo com a Polícia Militar, durante patrulhamento no centro da cidade, um carro passou pela via em alta velocidade. O motorista fez uma conversão brusca na Praça Coronel Rafael da Silva Araújo, seguindo em direção a um bairro. Durante a perseguição, os policiais avistaram uma mulher, que estava nua e ferida, pulando da janela do veículo em movimento.

Ao se aproximarem, os militares constataram que a vítima estava grávida e apresentava múltiplos cortes de faca pelo corpo, além de sangramento intenso na cabeça. Imediatamente, acionaram o Corpo de Bombeiros, que prestou os primeiros socorros e a encaminhou a vítima para o hospital.

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A mulher relatou aos policiais que foi agredida pelo marido, de 45 anos, após ele descobrir uma traição. Durante uma discussão em casa, o homem pegou uma faca e desferiu vários golpes contra ela. Em seguida, a colocou no carro e começou a dirigir pelas ruas da cidade. Foi nesse momento que a vítima pulou pela janela do veículo em movimento.

Pouco tempo depois, o suspeito se apresentou na Delegacia de Polícia Civil, onde foi preso pela Polícia Militar por feminicídio. A perícia criminal apreendeu dois celulares, a faca utilizada no crime e câmeras de vigilância. O veículo foi removido por uma empresa de guincho.

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Devido à gravidade dos ferimentos, a vítima precisou passar por uma cesariana de emergência para preservar a vida do bebê. A criança sobreviveu, mas a mãe não resistiu aos ferimentos e morreu no hospital.

A Polícia Militar informou que o casal já havia se envolvido em outros dois registros de ocorrência relacionados à violência doméstica em 2024. Na ocasião, a Patrulha de Prevenção à Violência Doméstica (PPVD) procurou a vítima para oferecer assistência, mas ela recusou os serviços.