A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) concluiu mais um inquérito contra o médico de 46 anos investigado por crimes sexuais em Itabira, na região Central do estado. O profissional já havia sido indiciado e preso preventivamente em fevereiro, após denúncias de 15 mulheres. Desta vez, outras quatro vítimas — com idades entre 36 e 50 anos — relataram abusos semelhantes, levando à abertura de um novo procedimento.
As novas vítimas, que são pacientes e funcionárias do hospital onde o médico atuava, procuraram a Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam) em Itabira. Após ouvir os depoimentos e reunir provas, a PCMG indiciou o investigado pelos crimes de estupro, importunação sexual, violação sexual mediante fraude e assédio sexual.
Durante a investigação, a Polícia Civil coletou objetos pessoais do médico e realizou exames periciais. O laudo confirmou que o DNA encontrado em uma peça íntima da vítima é compatível com o material genético do investigado, reforçando a acusação de estupro.
“A decisão de indiciamento foi tomada com base em depoimentos e elementos que indicam a prática de atos ilícitos que ferem a dignidade sexual e a integridade das vítimas. A garantia de direitos das mulheres vítimas de crimes sexuais é fundamental para o desenvolvimento democrático da nossa sociedade”, destacou o delegado João Martins Teixeira, responsável pelo caso.
O inquérito foi finalizado nesta quinta-feira (10) e será encaminhado ao Ministério Público, que deverá tomar as próximas medidas judiciais.