O médium e educador Divaldo Pereira Franco faleceu na noite desta terça-feira (13/05), aos 98 anos, em Salvador (BA). Considerado um dos principais nomes do espiritismo no Brasil, ele dedicou mais de sete décadas à divulgação da doutrina, por meio de palestras, livros e projetos sociais. A causa da morte não foi informada oficialmente, mas ele enfrentava um câncer na bexiga, diagnosticado no final de 2024.
O tratamento teve início ainda nos estágios iniciais da doença e incluiu sessões de radioterapia associadas a quimioterapia leve. Divaldo chegou a ser hospitalizado em novembro do ano passado após relatar desconfortos urinários.
O velório está marcado para esta quarta-feira (14), das 9h às 20h, no ginásio da Mansão do Caminho, em Salvador. O sepultamento ocorrerá na quinta-feira (15), às 10h, no Cemitério Bosque da Paz, também na capital baiana.
Trajetória Natural de Feira de Santana (BA), onde nasceu em 5 de maio de 1927, Divaldo Franco foi responsável por mais de 20 mil conferências realizadas em mais de 2.500 cidades e 71 países. Ao longo da vida, publicou mais de 260 livros — muitos atribuídos à psicografia de autores espirituais — com exemplares traduzidos para 17 idiomas e mais de 10 milhões de cópias distribuídas.
Em 1947, fundou o Centro Espírita Caminho da Redenção, ao lado de Nilson de Souza Pereira. Anos depois, em 1952, criaram juntos a Mansão do Caminho, um complexo assistencial e educacional que oferece atendimento diário a milhares de pessoas em situação de vulnerabilidade. O espaço conta com dezenas de unidades voltadas à assistência social, educação e espiritualidade.
Reconhecido nacional e internacionalmente por seu trabalho filantrópico e pela divulgação da doutrina espírita, Divaldo Franco deixa um legado marcado pela dedicação ao próximo, à caridade e à promoção do conhecimento espiritual.