Polícia FERROS
Supermercado de Ferros-MG é alvo de fiscalização e proprietário é preso por venda de alimentos vencidos e impróprios ao consumo
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16/05/2025 15h08 Atualizada há 10 meses
Por: Redação Fonte: MPMG - Ministério Público do Estado de Minas Gerais
Imagem registrada pelas autoridades de fiscalização que atenderam a ocorrência.

Uma operação conjunta envolvendo o Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), a Polícia Militar e a Vigilância Sanitária Municipal flagrou, na quinta-feira (15/05), diversas irregularidades graves em um supermercado localizado na cidade de Ferros (MG).

De acordo com o Ministério Público, a ação foi motivada por uma denúncia anônima registrada na Ouvidoria do PROCON-MG, que apontava supostas infrações sanitárias e de consumo no local. A inspeção confirmou o teor das denúncias e revelou um cenário alarmante: centenas de produtos com validade vencida, carnes em estado de decomposição, higiene precária e ausência de controle básico sobre os alimentos comercializados.

De acordo com o relatório oficial da Promotoria de Justiça da comarca, foram encontrados cerca de 200 kg de carnes bovinas, suínas e de frango vencidas, sem identificação ou armazenadas de forma inadequada — muitas delas diretamente no chão. Além disso, foram apreendidas linguiças e iogurtes vencidos desde 2024, pães mofados e diversos produtos embalados sem rótulo ou com data de validade ilegível.

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Os fiscais também relataram condições sanitárias críticas no açougue, com resíduos, utensílios sujos, falta de equipamentos de proteção para os funcionários e ausência de protocolos de higiene.

Segundo o Ministério Público, a conduta do responsável legal pelo comércio configura, em tese, crime previsto no artigo 7º, inciso IX da Lei nº 8.137/1990, que trata da venda ou exposição de mercadorias impróprias para consumo. A pena prevista é de dois a cinco anos de detenção, além de multa.

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Apesar da gravidade das infrações, a Promotoria não identificou elementos como risco de fuga, violência ou ameaça. Por isso, manifestou-se favorável à concessão de liberdade provisória mediante pagamento de fiança, estipulada em 20 salários mínimos, valor considerado proporcional à gravidade dos fatos e à condição econômica do investigado.

O caso segue em apuração e medidas cautelares adicionais podem ser adotadas pelo juízo competente. A identidade do investigado e o nome do estabelecimento não foram divulgados pela reportagem em respeito à legislação sobre proteção de dados e à presunção de inocência.

Durante a operação, agentes registraram imagens que mostram carnes no chão, alimentos vencidos, produtos mofados e higiene precária, comprovando as graves irregularidades encontradas. (Veja Abaixo):

 

MPMG: Imagens registradas pelos agentes durante a operação.
MPMG: Imagens registradas pelos agentes durante a operação.
MPMG: Imagens registradas pelos agentes durante a operação.
MPMG: Imagens registradas pelos agentes durante a operação.
MPMG: Imagens registradas pelos agentes durante a operação.
MPMG: Imagens registradas pelos agentes durante a operação.