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Compre seis e leve zero
Colunista Júlio Couto
29/05/2025 20h01
Por: Redação
Júlio Couto é professor na rede pública do estado de Minas Gerais. Graduado em Letras pela PUC Minas.

Quem está envolvido das disputas políticas certamente sabem dos problemas sociais e quais deles mais criam comoção e despertam a atenção das pessoas durante uma campanha eleitoral. Dentre os de notoriedade, saúde aparece como ponto de partida nas peças publicitárias e base evidenciada durante as buscas incessantes pelo poder.

Os candidatos e toda a equipe de marqueteiro se sentem tranquilos e confortáveis para fazerem suas propostas, muitas vezes mirabolantes, pois sabem da facilidade de esquecimento existente por parte da população. Sabem também da comodidade e não manifestação por parte dos cidadãos em reivindicar o cumprimento de promessas realizadas no decorrer do período eleitoral.

Um fato que vale a pena destacar durante a última campanha eleitoral para o cargo do executivo estadual do estado de Minas Gerais foi um candidato em busca de convencer os eleitores, prometeu, dentre outras obras, a construção de seis hospitais dentro do peculiar estado, com contemplação de algumas regiões mineiras. A promessa de fato foi muito interessante e convincente para as pessoas, principalmente para aquelas que desejam e buscam acesso a um sistema de saúde de qualidade. O negativo de tudo isso foi que proposta de construção destes centros especializados de saúde eram simplesmente estratégias voltadas para derrotar os candidatos concorrentes e conquistar a permanência no poder. Deu tudo certo para o postulante ao cargo de governador, mas tudo errado para os mineiros, devido a notícia trazida pela própria equipe governista de que não será construído nenhuma unidade dos chamados hospitais regionais durante a atual gestão.

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Esta proposta impactante de certa maneira interferiu em questão das chances de um outro concorrente se destacar, talvez conquistar o poder e de repente fazer uma administração não tão desejada como o candidato vencedor propôs para o povo, mas uma gestão que melhor gerisse o recurso público em favor do coletivo.

Embora fazer promessas e não cumprir seja uma prática exercida por muitos candidatos aos cargos públicos, esta tática trata-se de desrespeito com as pessoas. O cidadão eleitor mesmo com um pouco de desconfiança apostou em um projeto que visava melhoria no sistema de saúde.

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Por fim, a promessa feita pelo candidato vencedor da eleição trouxe um prejuízo para os eleitores que confiaram nele o voto. O dano se estende aos concorrentes que de repente perderam a eleição devido a não audácia em fazerem promessa tão atraente como a que foi demonstrada pelo candidato vencedor. Promessa esta que na verdade era apenas parte do plano de campanha e não do plano de governo, pois o candidato sabia das condições de colocar ou não em prática tal projeto levado aos eleitores.