A cada dia fica mais nítido que a busca pela conquista de cargos políticos não está alinhada diretamente ao bem-estar da população e nem ao talento do candidato. A mira pelo poder tem muito mais a ver com o desejo pessoal do postulante em detrimento à arte de governar para o bem comum. Com isso encontra-se na política o caminho propício para desenvolver-se promover-se na busca de prestígio.
Desta forma, o que na prática acontece é o grande número de pessoas totalmente despreparadas politicamente ocupando cargos eletivos em todos os níveis de governo. Cargos estes que em tese deveriam ser dirigidos por cidadãos íntegros, talentosos e com grande capacidade em zelar pelo bem público. Além do mais, a frente de cargos públicos, especialmente aqueles ligados aos poderes executivo e legislativos, coerente seria ter pessoas que de fato entendam e sigam o que realmente a política justa estabelece.
De acordo com as palavras de Aristóteles, a política é um meio para alcançar a felicidade dos cidadãos. Para isso acontecer, dentre outros procedimentos, o governo deve ser justo e as leis obedecidas por todos, independentemente do poder econômico ou da classe social em que o sujeito pertença. O alcançar a felicidade está ligado ao coletivo e não àqueles que de alguma forma conseguiram estar à frente do poder político e por lá criam artimanhas voltadas para o individualismo ou simplesmente para um pequeno grupo ligado ao poderio.
Por fim, além do mau político conseguir chegar ao poder e não cumprir minimante com a sua função, muitas as vezes a sua pouca ação equivocada contribui diretamente para a desorganização da sociedade. Paralelo a isso encontra-se também parte da sociedade despreparada politicamente que acaba dando destaque ao velhaco que possa ter habilidade em desempenhar outra função, menos naquela voltada para o cuidado com o bem público e do bem-estar das pessoas.