Polícia MORTO VIVO
Idoso declarado morto e encontrado vivo no necrotério em MG volta para casa, e família comemora
José Penetivo, de 80 anos, foi declarado morto na UPA de Córrego Fundo, mas um agente funerário identificou sinais vitais. Ele foi transferido para um hospital em Santo Antônio do Amparo e recebeu alta na quinta-feira (26).
28/06/2025 06h46
Por: Diego Jorge
José , de 80 anos, chegando na casa de repouso após ter alta hospitalar — Foto: Reprodução Redes Sociais

José Penetivo, de 80 anos, voltou para a casa de repouso onde vive, em Córrego Fundo MG, após ser declarado morto em uma UPA e encontrado vivo no necrotério.

O idoso foi levado para atendimento médico na UPA de Córrego Fundo no dia (18/06) e, no dia seguinte, teve uma parada cardíaca. O médico de plantão atestou o óbito de José Penetivo. Mas um funcionário da funerária percebeu que o idoso estava vivo. O médico foi afastado, e a prefeitura apura o caso.

Ele foi transferido para um hospital em Santo Antônio do Amparo e teve alta na quinta-feira (26). O idoso foi recebido com festa pelos familiares e funcionários da casa de repouso.

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"Sentimento de muita gratidão a Deus. Agradecemos a todos da família que estiveram com a gente nessa recepção, aos enfermeiros do lar onde ele mora pelos cuidados que tiveram com ele, os cuidadores também. Sentimento de gratidão por ele estar com a gente novamente", disse um familiar que não quis se identificar.
A família disse que José tem Alzheimer.

“O caso dele é complicado. Tem três anos que ele está em cima de uma cama. Ele tem Alzheimer. Mas a família luta com unhas e dentes para manter ele vivo”, contou um parente.

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Da declaração de óbito à descoberta de sinais vitais

José deu entrada na UPA de Córrego Fundo no dia 18 de junho.
No dia 19, ele sofreu uma parada cardíaca e teve o óbito atestado pelo médico de plantão da unidade, segundo a Prefeitura. A esposa de José foi chamada e informada do óbito.
No mesmo dia, um funcionário da funerária percebeu que o idoso apresentava sinais vitais e alertou os profissionais da UPA. A esposa foi chamada novamente e informada de que ele estava vivo.
No dia seguinte, a Prefeitura comunicou que afastou o médico responsável e instaurou uma sindicância para apurar o caso. O nome do profissional não foi divulgado.
A Prefeitura informou que os familiares haviam assinado um “termo de não investimento”, que impedia a realização de manobras de ressuscitação e procedimentos invasivos após a constatação do óbito.
No dia 22, José foi transferido para um hospital em Santo Antônio do Amparo.
No dia 26, recebeu alta e voltou para Córrego Fundo.