Polícia FALSA DOENÇA
Mulher é indiciada por simular câncer e arrecadar dinheiro com campanhas falsas em Minas Gerais
Investigação da Polícia Civil concluiu que suspeita de 37 anos usava vaquinhas, rifas e eventos beneficentes para obter vantagens financeiras indevidas
03/07/2025 07h26
Por: Helton Santos
Mulher foi indiciada após fingir ter câncer para arrecadar dinheiro em Divinópolis Foto: PCMG / Divulgação

A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) concluiu, nesta segunda-feira (30/6), a investigação que apurou a prática dos crimes de estelionato majorado e falsidade ideológica cometidos por uma mulher de 37 anos. Ela é suspeita de ter simulado ser portadora de câncer com o objetivo de arrecadar dinheiro de forma fraudulenta em Divinópolis e outras cidades da região Centro-Oeste do estado.

De acordo com as apurações, a mulher promovia campanhas de arrecadação por meio de rifas, vaquinhas virtuais, eventos beneficentes e doações espontâneas. Comovidas com a suposta situação de saúde, diversas pessoas contribuíram financeiramente, incluindo familiares, amigos e desconhecidos sensibilizados pela história.

Durante a investigação, a Polícia Civil solicitou prontuários médicos e exames a hospitais, clínicas especializadas e ao plano de saúde da investigada. Os documentos foram analisados por um médico-legista da instituição, que constatou não haver qualquer diagnóstico ou tratamento relacionado ao câncer.

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O inquérito também revelou que a mulher teria realizado empréstimos bancários em nome do companheiro sem sua autorização e utilizado o nome de terceiros em consórcios informais. O destino dos valores obtidos ainda é objeto de apuração complementar.

Com base nas provas reunidas, a mulher foi formalmente indiciada pelos crimes de estelionato majorado e falsidade ideológica. O procedimento foi encaminhado ao Poder Judiciário para as medidas legais cabíveis.

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Delegada alerta sobre fraudes em campanhas beneficentes

A delegada Adriene Lopes, responsável pelo caso, alertou para os impactos sociais causados por esse tipo de fraude. “Casos como este abalam a confiança da população em campanhas de arrecadação e acabam prejudicando diretamente aqueles que realmente enfrentam doenças graves e necessitam de apoio. Por isso, orientamos que as pessoas tenham cautela e verifiquem a veracidade das informações antes de realizar qualquer tipo de doação”, afirmou.