
Para quem tem pouca capacidade ou até mesmo lhe falta talento em estar à frente da verdadeira política que é a arte de governar para o bem comum, não é prudente empenhar investimento em torno de uma educação de qualidade, nem interessante que as pessoas possuam conhecimento amplo capaz de proporcionar condições em desenvolver um pensamento inovador no que diz respeito ao comando das diretrizes em torno da administração que seja mais voltada para o coletivo. O investimento em educação, mesmo que seja a longo prazo, pode se tornar uma “arma” contra aqueles que não são profissionais, mas que fazem da política uma profissão.
Inegavelmente, o monopólio e o vício que há de modo geral na política brasileira, interfere diretamente nas decisões em torno da qualidade na educação que seja para todos. As estratégias por parte de muitos políticos são de certa maneira dificultadoras, principalmente para quem em via geral mais necessita de acesso ao conhecimento. As artimanhas existem porque é sabido que pessoas mais preparadas que gozam de tempo para desenvolverem suas ideias e raciocínio poderão em algum momento tomar a frente do espaço político. Além do mais, poderão pensarem na mudança da realidade em relação a organização e justiça social.
É fato que a educação é uma ferramenta poderosa capaz de promover mudança na vida das pessoas, tais como, o desenvolvimento de pensamento crítico, criatividade e novos mecanismos de raciocínio. Com a transformação a partir desta ferramenta as pessoas poderão ter melhores condições de entender o processo político e optar por escolher com mais cautela quem comandará e tomará as decisões política no país. Quem não tem tempo, nem preparo e nem capacidade de pensamento não consegue promover nenhuma mudança. Estará apenas em busca de um mínimo para a sua sobrevivência e repetindo, talvez erroneamente, os discursos de alguém que deseja perpetuar no poder.
Por fim, embora muito se fala nos meios políticos em favor do sistema educacional brasileiro, pouco de fato é praticado em favor de todos. Os discursos que muitas vezes maliciosos são espalhados por pessoas que nem sempre tem a habilidade raciocinar e fazer um julgamento de seu conteúdo. E o motivo pelo qual a filtragem não é feita é devido à falta de uma educação de qualidade, capaz de emancipar o sujeito.