Há pessoas que chegam suavemente e deixam marcas profundas. Neste capítulo, Santa Maria de Itabira se despede de Wilma — mulher serena, humilde, cheia de vida.
Ela buscou refúgio, mas encontrou a tragédia. Sua história não foi soterrada. Ela segue viva na memória de todos.
Leia abaixo.
"Wilma – Silêncio de um Coração Manso"
Wilma era daquelas pessoas que acalmavam o ambiente só por estarem nele. Humilde, alegre, serena — como definiu a família: “mansa de coração”. Era a irmã que cuidava, a tia que sorria, a mulher que carregava leveza mesmo nos dias nublados.
Com a chegada da pandemia, Wilma e três irmãos deixaram o centro da cidade em busca de refúgio num sítio mais afastado. Acreditavam estar a salvo. Fizeram tudo certo.
Mas a tragédia não veio em forma de vírus — veio do alto, silenciosa e brutal.
Hoje, o nome de Wilma ecoa com doçura nas lembranças da família e com silêncio nas encostas da cidade.
Ela foi mansidão em vida.
E virou eternidade no coração de quem ficou.
A história ainda não terminou. Amanhã tem mais.