Colunista Júlio Couto COLUNISTA
Parou por quê?
Colunista Júlio Couto
31/07/2025 20h02
Por: Redação
Júlio Couto é professor na rede pública do estado de Minas Gerais. Graduado em Letras pela PUC Minas.

Recentemente o governo de Minas Gerais por meio da secretaria de estado de educação propôs uma consulta a comunidade escolar sobre a implementação da chamada escola cívico-militar em diversas unidades escolares do estado. A ordem seria que a direção das escolas selecionadas pela pasta fizesse a divulgação e também uma eleição para saber se a comunidade aprovaria ou não o modelo proposto pelo governo.

O prazo para que a eleição fosse feita se tratava de um curto período, mas mesmo assim o desejo do retorno positivo estava em primeiro lugar por parte do governo. Antes mesmo do pequeno período se esgotar a própria secretaria suspendeu o processo sem muitas justificativas, assim como foi com a proposta de implementação do modelo. A princípio, em questão teórica a literatura do projeto parecia não demonstrar ser algo negativo para o bom funcionamento das unidades escolares. Mas como sempre no meio político nem tudo é transparente e nem condiz com a teoria é necessária muita cautela para aceitação ou dispensa da parceria entre educação e segurança pública.

Nesse modelo proposto pela atual gestão estadual cabem algumas indagações sobre a mudança do regimento e também o porquê de sua suspensão tão precoce. Sendo para o bem da educação e da construção do conhecimento dos educandos todo investimento e estratégia são válidos. Até mesmo, porque ainda não há outra técnica que possa dar oportunidade a todos, sem ser por meio de um sistema educacional eficiente. O negativo será se esta teoria proposta pelo governo esteja atrelada a alguma futura armadilha em desfavor do coletivo. Principalmente para aqueles se envolvem e acreditam que possa ser colocada à disposição da sociedade uma educação que de fato esteja totalmente voltada para a libertação e a emancipação do sujeito.

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Por fim, independentemente de qual seja a ideologia política de quem apresenta um determinado projeto, sendo ele em favor do bem-estar da sociedade cabe a todos a dedicação em favor de sua implantação e funcionamento. De maneira semelhante, é necessário o empenho de todos para rejeitar e banir planos que não esteja em compasso com o bem comum.