Há momentos em que uma cidade inteira chora junto. Neste capítulo, Santa Maria de Itabira aparece em sua dor mais profunda: o adeus coletivo, o luto sem tamanho, a despedida que ninguém estava preparado para viver.
Uma travessia marcada por covas, mas também por memória e compromisso: não esquecer.
Leia abaixo.
A Cidade Que Enterrou Seus Filhos
Não havia protocolo para tanto luto. A cidade, em silêncio, enterrou seus filhos. Um a um. Entre lágrimas e cantos, velas e flores, nomes que até então caminhavam pelas ruas passaram a viver nas placas, nas homenagens, nos retratos de parede.
A dor se fez coletiva. A tristeza, compartilhada. Não havia casa que não tivesse parado, mesmo por um instante, para olhar o céu e perguntar: por quê?
O cemitério ficou pequeno para tanta ausência. E o que não coube na terra, ficou no peito de quem ficou. Foram dias em que o tempo parecia não querer passar. Em que o luto parecia eterno.
Mas, mesmo entre covas abertas, nascia um pacto silencioso: lembrar sempre. Esquecer jamais.
Amanhã, mais um pedaço dessa travessia.